Filarmônica apresenta concerto com obras de Mozart e Wagner

Orquestra recebe o pianista carioca Eduardo Ribeiro para os concertos de nesta quinta e sexta

iG Minas Gerais | lucas buzatti |

Piano. Eduardo Monteiro é o solista convidado pela Filarmônica
alan julio acevedo/divulgação
Piano. Eduardo Monteiro é o solista convidado pela Filarmônica

De casa nova, a Filarmônica começa a temporada de 2015 em grande estilo. Sob a batuta do maestro Fabio Mechetti e com a participação do solista convidado Eduardo Monteiro, a orquestra se apresenta nesta quinta e sexta, na Sala Minas Gerais, respectivamente pelas séries Presto e Veloce.

O pianista carioca vai interpretar junto ao corpo sinfônico o “Concerto para Piano nº 19 em Fá Maior”, do austríaco Wolfgand Amadeus Mozart (1756-1791). O repertório também inclui a peça “Anel Sem Palavras”, versão sinfônica feita pelo maestro Lorin Maazel de “O Anel do Nibelungo”, do alemão Richard Wagner (1813-1883).

Eduardo Monteiro ressalta que o “Concerto nº 19” é uma obra típica do fim do século XVIII. “É uma peça menor, com um piano bem brilhante, mas ao mesmo tempo com uma textura transparente. É um concerto muito vivo, bem virtuosístico”, define o músico. “O concerto se divide em três movimentos. O primeiro é mais rápido, apesar da abertura cadenciada. O central já tem uma condução mais lenta, e o último é rápido também”, explica sobre a obra, executada originalmente em 1790.

Para Monteiro, a interpretação de obras de períodos tão distantes exige que a orquestra busque o “meio-termo entre autenticidade da composição original e a contemporaneidade da adaptação”. “Essa obra foi composta numa época bem diferente. Ainda se utilizava o forte piano, que tem menos som, as orquestras eram menores e as salas também. Hoje, temos que adaptar esses concertos para orquestras bem maiores, pianos mais potentes, salas com mais espaço e qualidade”, afirma.

Apesar das particularidades de época que marcam a peça, Monteiro lembra que os concertos de Mozart quebram barreiras temporais. “Foram diversos concertos compostos no século XVIII, muitos deles esquecidos. Mas os de Mozart, não. Exatamente por serem atemporais, se perpetuaram por todo esse tempo”, pontua. O pianista diz, ainda, que está curioso para conhecer a Sala Minas Gerais. “Pelo que ouvi dizer, agora a Filarmônica tem a casa que merece”, conclui.

Agenda

O QUÊ. Orquestra Filarmônica de Minas Gerais – Séries Presto e Veloce

QUANDO. Quinta e sexta, às 20h30

ONDE. Sala Minas Gerais (rua Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto)

QUANTO. De R$ 30 (Balcão Palco e Coro) a R$ 90 (Balcão Principal)

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave