Espaços incentivam as fotos

Os esforços vêm geralmente no formato de orientações, em sua maioria universais – não toque nas obras, não fume, não traga comida, não use o celular

iG Minas Gerais | William Grimes |

Nova York. Em uma quinta-feira no Metropolitan Museum, Jasmine Adaos, do Chile, usuária do pau de selfie, estava decepcionada com a proibição. “É só mais um produto. Com uma câmera normal é a mesma coisa. Não vejo problema nenhum, se você tomar cuidado”, disse ela.

Os museus há muito enfrentam um conflito intrínseco: como expor suas coleções para o maior número possível de visitantes e, ao mesmo tempo, proteger seus tesouros inestimáveis.

Os esforços vêm geralmente no formato de orientações, em sua maioria universais – não toque nas obras, não fume, não traga comida, não use o celular.

Em geral, fazer selfies não é somente tolerado, mas incentivado, já que as fotos ajudam os visitantes a se ligarem à arte e fazem publicidade gratuita.

Quando Katy Perry foi à exposição de Magritte no Instituto de Artes de Chicago e deu uma desviada para fazer uma selfie na frente do “American Gothic”, o museu conseguiu uma enxurrada de publicidade.

O Museu Whitney de Arte Americana, em sua retrospectiva de Jeff Koons no ano passado, distribuiu folhetos proclamando, em letras garrafais, que “Koons é Ótimo para Selfies!”, e pediu que os visitantes postassem as fotos no Instagram. 

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