Corregedoria determina que ações contra Eike fiquem na mesma vara

Pedido foi anterior ao episódio em que o juiz titular da 3ª Vara, Flávio Roberto de Souza, foi flagrado dirigindo um carro apreendido do empresário

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Corregedoria determina que ações contra Eike fiquem na mesma vara
Fábio Pozzebom/ABr
Corregedoria determina que ações contra Eike fiquem na mesma vara

A ministra da Corregedoria Nacional de Justiça, Nancy Andrighi, determinou que os processo contra o empresário Eike Batista continuarão a tramitar na 3ª Vara Criminal Federal, da Justiça Federal no Rio. A determinação veio como resposta a uma consulta feita pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região (Rio e Espírito Santo), que julgou o pedido da defesa para o afastamento do juiz do caso.

O pedido foi anterior ao episódio em que o juiz titular da 3ª Vara, Flávio Roberto de Souza, foi flagrado dirigindo um carro apreendido do empresário. Outros dois carros e um piano de Eike também apreendidos estavam guardados no condomínio do juiz, que acabou afastado após os episódios.

Depois do magistrado ser retirado do caso, a procuradoria da República instaurou inquérito para investigar o desaparecimento de R$ 27 mil dos R$ 90 mil apreendidos de Eike Batista da 3ª Vara Federal. O dinheiro deveria estar em um banco mas foi guardado em um cofre na vara.

Sumiram ainda da ante-sala de Souza US$ 443 e 1.000 euros de outros casos julgados pela vara. Outras pessoas também tinham acesso a onde o dinheiro estava guardado e ainda não há uma ação penal aberta contra o juiz. Souza está de licença médica. Seu passaporte foi entregue nesta segunda (9) à Justiça pelo seu advogado, Renato Tonini à Justiça. A reportagem não conseguiu contato com o juiz Souza.

De acordo com TRF da 2ª Região, será o juiz substituto da 3ª Vara Vitor Barbosa Valpuesta quem conduzirá os processos contra Eike Batista. De acordo com o TRF, as denúncias contra o empresário não precisarão ser encaminhadas novamente pela procuradoria.

Eike Batista é réu por supostamente manipulação de mercado e negociação de ações com informações privilegiadas, o chamado "insider trading", no processo de venda de ações da OGX e da OSX. A defesa do empresário nega as acusações.

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