Funcionários públicos e militantes blindam Dilma de protesto no Acre

O protesto contra a presidente, marcado pelas redes sociais, foi cancelado quando os primeiros apoiadores de Dilma começaram a chegar e depois que veículos foram revistados

iG Minas Gerais | Folhapress |

Dilma Rousseff clama por uma Copa do Mundo sem racismos no Brasil
Divulgação/Fifa
Dilma Rousseff clama por uma Copa do Mundo sem racismos no Brasil

Funcionários públicos estaduais e militantes partidários foram mobilizados para aguardar a chegada de Dilma Rousseff ao aeroporto de Rio Branco na tarde desta quarta-feira (11), quando a presidente se reúne com o governador Tião Viana (PT) e prefeitos dos municípios atingidos pela cheia do rio Acre.

Servidores do Detran, da Secretaria de Políticas para as Mulheres e militantes das juventudes do PT e do PHS chegaram em ônibus e vans ao local para, segundo eles, "prestigiar a presidente".

Juntos, se aglomeraram em frente à porta principal e ao saguão do aeroporto e, com a militância jovem à frente, cantaram gritos de guerra em megafone.

"Estamos com 50% do setor de Educação no Trânsito aqui. São 80 pessoas. Todos estavam de folga e por isso vieram. Isso é normal, é um elemento institucional", afirmou Gemil Júnior, diretor do órgão, enquanto coordenava a chegada das pessoas.

"Ninguém recebeu nada [de dinheiro], só água. O ônibus foi emprestado por um empresário daqui", acrescentou.

Outros 26 funcionários da Secretaria de Políticas para as Mulheres chegaram com a titular da pasta, Concita Maia, "Viemos dar as boas vindas e demonstrar gratidão", disse.

O protesto contra a presidente, marcado pelas redes sociais, foi cancelado quando os primeiros apoiadores de Dilma começaram a chegar e depois que veículos foram revistados. "Militantes nossos tiveram os carros revistados. Fomos coibidos pela máquina do Estado", afirmou o organizador da manifestação, Breno Carrillo.

Apenas oito pessoas com apitos e cartazes apareceram no aeroporto e foram separados dos militantes petistas por barreiras da PM.

Os oposicionistas dizem que foram impedidos de levar panelas para fazer barulho no protesto. A PM, que montou barreiras nas vias de acesso ao aeroporto, afirma que avalia a permissão caso a caso.

"Estamos avaliando a proibição. Não vamos permitir a entrada de objetos 'contundentes' aqui. A Infraero já não permite", disse o major Messias, que comandava a operação da Polícia Militar. Questionado pela reportagem, ele não respondeu se panelas são consideradas objetos "contundentes".

No último domingo (8), durante pronunciamento de Dilma na TV, foram ouvidos vaias e gritos, acompanhados de "panelaço", em diversas cidades brasileiras. Dois dias depois, a presidente foi recebida com vaias e gritos de "fora Dilma" e "fora PT" no Salão Internacional da Construção, em São Paulo.

Em Rio Branco, além da reunião com os governadores, Dilma visitará um dos abrigos destinados às vítimas das enchentes e entregará unidades do Minha Casa, Minha Vida aos desabrigados.

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