Ministro da Justiça pede protestos 'sem ódio'

Cardozo disse que "tem visto de todos os lados muita intolerância", mas que o governo respeita a democracia

iG Minas Gerais | Folhapress |

Sem citá-lo nominalmente, Cardozo rebate acusações de Aécio
Elza Fiuza/Agência Brasil
Sem citá-lo nominalmente, Cardozo rebate acusações de Aécio

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu que as pessoas protestem "sem ódio" e afirmou que não há qualquer razão jurídica para embasar um eventual pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Cardozo evitou polemizar quando falou sobre os protestos contra o governo programados para este domingo (15), em diversas capitais do país.

"(Deve) se manifestar dentro da lei e da ordem, respeitar as autoridades constituídas e afastar quaisquer posturas golpistas. Gostaríamos que não fizessem ação de ódio, de raiva", pediu o ministro.

Cardozo disse que "tem visto de todos os lados muita intolerância", mas que o governo respeita a democracia.

Questionado se defender a deposição de Dilma deve ser considerado golpismo, ele disse que a reeleição da presidente foi legítima: "Democracia existe no país, e não existe qualquer razão jurídica para se mudar esse quadro que está posto", argumentou.

STF

O ministro da Justiça também saiu em defesa de Dilma em relação ao processo de escolha do novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

A cadeira deixada por Joaquim Barbosa está vaga há oito meses. Integrantes da corte queixam-se do tempo que Dilma está levando para fazer a nomeação.

Segundo Cardozo, a opção por alguém que ocupará um cargo vitalício deve ocorrer com o "mais absoluto cuidado" e lembrou que a lei não determina prazo para o presidente concluir o processo de escolha.

AMAZÔNIA

Cardozo assinou nesta terça-feira (10) um projeto de cooperação com o Ministério do Meio Ambiente e o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Social) para ampliar o combate ao desmatamento ilegal na Amazônia.

O acordo prevê a manutenção de 200 homens da Força Nacional de Segurança em pontos estratégicos da Amazônia.

Ao todo, serão investidos R$ 30,6 milhões no projeto, incluindo compra de novos equipamentos para monitoramento e repressão aos crimes ambientais praticados no bioma.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, classificou o desmatamento ilegal como "uma vergonha para o Brasil".

"Quem tiver cometendo crime ambiental, espere que você será capturado", avisou Izabella.

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