Após ser absolvido, Berlusconi diz que quer voltar para a política

Processo arquivado na noite de terça-feira (10) acusava o ex-primeiro-ministro de corrupção de menores e abuso de poder

iG Minas Gerais | Folhapress |

AGÊNCIA FRANCE-PRESSE
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Absolvido das acusações de corrupção de menores e abuso de poder, o ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi, 78, disse nesta quarta-feira (11) que pretende voltar à política do país. O arquivamento do processo foi confirmado na noite de terça-feira (10) pela Corte de Cassação italiana. Nele, ele era acusado de oferecer dinheiro para fazer sexo com Karima el-Mahorug, conhecida como Ruby, quando ela tinha 17 anos.

O suposto crime teria ocorrido em uma das festas em sua mansão em Arcore, perto de Milão, conhecidas como "bunga bunga", em que reunia prostitutas e diversos políticos e empresários para fazer orgias.

Na primeira instância, ele foi condenado a sete anos de prisão por corrupção de menores. Ele também é acusado de pressionar a polícia de Milão para liberar a jovem, acusada de roubo, dizendo que ela era sobrinha do ex-ditador do Egito Hosni Mubarak.

Em nota, ele elogiou os magistrados que o liberaram por "ter feito seu trabalho sem se condicionar à pressão midiática", além de agradecer seus advogados, amigos e líderes políticos italianos e mundiais que lhe deram apoio.

"Agora, arquivada também esta triste página, estou em campo para construir, com Forza Italia e com a centro-direita, uma Itália melhor, mais justa e mais livre", afirmou, brincando quando questionado se ia comemorar a vitória judicial.

"Juro que não vou ficar bêbado, mas desta vez, sim, faremos um brinde. Tirei um peso das costas e é uma alegria, sem dúvida, mas também é um grande pesar pensar como as coisas seriam diferentes se eu não fosse vítima dessa horrível perseguição".

Fraude

Com a absolvição no caso Ruby, ele está livre de qualquer acusação judicial. Na semana passada, ele terminou de cumprir sua condenação a um ano de prisão revertida para serviços comunitários por fraude fiscal no caso Mediaset.

Neste caso, Berlusconi foi considerado culpado por evasão fiscal na compra superfaturada de filmes americanos para canais de televisão de seu conglomerado de mídia.

No entanto, a volta para a política pode não ser tão rápida. O ex-chefe de governo foi enquadrado na chamada Lei Severino e ficará impedido por seis anos de disputar qualquer cargo público na Itália ou do Parlamento europeu.