Confronto para comemorar ‘maioridade’ da final de 1997

Equipe celeste terá pelo menos cinco modificações devido a desgaste físico, lesões e suspensão

iG Minas Gerais | Guilherme Guimarães |

Boas lembranças. Final de 1997, vencida pelo Cruzeiro, por 1 a 0, teve quase 133 mil torcedores, marca que nunca será batida
MARCOS MICHELIN/O TEMPO
Boas lembranças. Final de 1997, vencida pelo Cruzeiro, por 1 a 0, teve quase 133 mil torcedores, marca que nunca será batida

Um confronto quase centenário, partida que coloca frente a frente duas equipes tradicionais do futebol estadual. Nesta quarta, às 22h, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, Villa Nova e Cruzeiro se enfrentam pela 238ª vez na história.

O duelo entre Leão e Raposa, válido pela sétima rodada, ganha um sabor ainda mais especial nesta temporada. Há quase 18 anos, os times entravam em campo para uma final antológica. No dia 22 de março de 1997, Cruzeiro e Villa Nova incendiaram o Mineirão, que recebeu à época quase 133 mil torcedores, em tarde de gol do atacante Marcelo Ramos, título mineiro cruzeirense e recorde de presença de público em um estádio de Minas Gerais.

Quase duas décadas depois, em um cenário totalmente diferente do vivido no fim dos anos 90, as equipes voltam a se enfrentar. O Cruzeiro, que, depois de perder jogadores importantes no começo do ano, tenta se remontar, quer consolidar ainda mais o primeiro lugar.

O técnico Marcelo Oliveira fará algumas mudanças na equipe titular. Gilson deve ser acionado na lateral-esquerda, substituto do suspenso Mena. Willians, com dores musculares, fica fora para a entrada de Willian Farias. O garoto Alisson, que tenta recuperar o posto de titular, entra na vaga de Willian, com dores no púbis. “Estou esperando minha oportunidade. Quero jogar no Cruzeiro, mostrar meu valor e ajudar”, disse Gilson.

O zagueiro Paulo André e o lateral-direito Mayke também serão poupados do desgaste físico. Em busca de espaço, Bruno Rodrigo fala sobre a nova chance na defesa. “É continuar trabalhando para poder estar preparado. Vai ser necessário essas trocas (no time). Todos no grupo têm de estar preparados, independentemente da posição”, frisa o defensor.

Enquanto isso, o Villa Nova, quarto na tabela de classificação, sonha em bater um dos francos candidatos ao troféu de campeão. Para isso contará com o retorno de um dos seus destaques. O atacante Diego Clementino, revelado na Toca I e que, na decisão de 1997, tinha apenas 13 anos. Nesta quarta o avante chamado de “Serelepe” está perto de completar 31 anos de idade.

“Não existe time bobo mais. É o que pensamos sobre o Villa Nova. Esperamos fazer um belíssimo jogo contra eles e garantir mais três pontos”, afirma Alisson.

Em 94 anos de história, Cruzeiro e Villa Nova se enfrentarão pela segunda vez na Arena do Jacaré. Invictos no Estadual, Raposa e Leão duelaram pela primeira vez no estádio em 2012. Naquela ocasião, vitória estrelada por 2 a 0 

Nova chance

“Quem o professor escolher, vai estar muito preparado. Todos já se conhecem. Nós conversamos bastante e vamos procurar jogar de acordo com o regulamento. Vamos buscar essa liderança para ter vantagem nas finais do Campeonato Mineiro. Já estamos tendo um melhor entrosamento. É questão de tempo, um ou outro detalhe, mas estamos no caminho certo.”

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