Ressaca técnica

iG Minas Gerais |

Cruzeiro e Atlético vivem uma fase de ressaca técnica na temporada. Na coluna da última segunda-feira, destaquei que o empate no superclássico foi um retrato fiel da nova realidade do futebol mineiro. Os dois times deixaram muito a desejar na qualidade técnica, apesar da vontade dos jogadores. Cruzeiro e Atlético estão muito longe das equipes vencedoras das temporadas 2013 e 2014, que encantaram o Brasil e seus torcedores. Nos primeiros jogos deste ano, ainda não convenceram. O Cruzeiro passou por uma ampla reformulação, com a saída de peças importantes no esquema do técnico Marcelo Oliveira. O Atlético não perdeu tantos jogadores como o arquirrival, mas têm faltado boas peças ao técnico Levir Culpi, que também tem convivido com problemas de contusão para escalar a equipe. Infelizmente, regredimos em relação às temporadas passadas. A torcida precisa ter paciência. Os dois times vão demorar um tempo para a readaptação. E não adianta atacar Levir ou Marcelo, pois eles não têm culpa e estão fazendo o que podem. Ainda bem que o futebol é cíclico, surpreendente e cheio de altos e baixos. Hoje, o futebol mineiro está em baixa. A torcida é para que se recuperem a tempo. Antes que seja tarde demais.

Bom senso Quero chamar a atenção para a declaração dos técnicos Levir Culpi e Marcelo Oliveira sobre os novos tempos do superclássico. Não dentro das quatro linhas, mas nas arquibancadas. Ambos defenderam, com muito bom senso e propriedade, a volta das torcidas divididas no Mineirão. Só não enxerga quem não quer. Decidir por torcida única ou optar por 10% para os visitantes só fazem mal ao futebol mineiro. Os torcedores de bem estão sendo impedidos de acompanhar, de perto, ao maior clássico do nosso futebol. Vou citar um exemplo. Conversei com o amigo Elisson, da família Bretas, de Santa Maria de Itabira, grande atleticano, que foi inclusive ao Marrocos para o Mundial de Clube. Perguntei se ele havia ido ao clássico. Ele me respondeu: “De jeito nenhum, pois são apenas mil atleticanos”. Ou seja: o atleticano fica inseguro de ir ao Mineirão, sabendo que serão mil contra 30 mil, como foi no último domingo. O detalhe é que as confusões não pararam de ocorrer, mesmo depois da decisão de colocar apenas 10% de ingressos para a torcida adversária. Clubes, Federação Mineira de Futebol e autoridades precisam repensar os superclássicos futuros. Lugar de torcedor é no estádio! Impecável! Diz o Emanuel Carneiro, na Itatiaia, que o clássico não termina quando acaba. E não acaba mesmo. É preciso elogiar o árbitro Emerson de Almeida Ferreira e seus auxiliares. Na minha opinião, a arbitragem foi muito bem, com atuação impecável. Emerson de Almeida Ferreira acompanhou tudo de perto e merece elogios. O único lance que gerou reclamação foi o do atacante Leandro Damião com o goleiro Victor. Na redação da Itatiaia, parte dos colegas achou que Damião acertou Victor, outra parte não achou. Isso, por si só, inocenta o árbitro, pois nem mesmo com o recurso do replay, o lance ficou esclarecido. Palavra da CBF A CBF divulgou detalhes do fair-play trabalhista, que será levado em conta nas Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro. Os clubes inadimplentes podem ser punidos com perda de pontos nesta temporada. Um artigo presente no Regulamento Específico do Brasileirão, por exemplo, prevê que 30 dias de salários atrasados são suficientes para o jogador formalizar reclamação ao STJD. “O clube que, por período igual ou superior a 30 dias, estiver em atraso com o pagamento de remuneração a um atleta profissional registrado, ficará sujeito à perda de três pontos por partida a ser disputada”. É o que diz o regulamento. Na teoria. Vamos ver como será na prática.

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