Pesquisa com células-tronco aponta para novo tratamento

iG Minas Gerais |

Atualmente, as células tronco já são utilizadas para o tratamento de 79 tipos de doenças, como leucemia e linfomas. Agora, estudos realizados na Escola de Medicina da Universidade de Michigan (EUA) apontam que essas células podem ajudar a conter e estabilizar um distúrbio mental complexo que afeta 1% da população mundial: o transtorno bipolar.

Na pesquisa realizada, cientistas pegaram células epiteliais de pacientes com transtorno bipolar e a partir destas obtiveram organismos pluripotentes, que estimularam para obter neurônios.

Assim, em conquista inédita, os cientistas puderam analisar características da estrutura do neurônio de pessoas com o distúrbio, o que os permite analisar melhor o comportamento dos neurônios dessas pessoas, e também como o modo pelo qual os neurônios com o distúrbio se diferenciam dos neurônios comuns. Além disso, foi possível ver como os primeiros se comunicam e a forma como respondem ao lítio, substância bastante usada em tratamentos psiquiátricos.

Os resultados mostraram comportamentos diferentes entre os neurônios normais e os de pessoas com o transtorno, principalmente nos sinais de cálcio, cruciais para o desenvolvimento do neurônio e suas funções. O estudo amplia a possibilidade de experimentar novas drogas no tratamento do transtorno bipolar. A ideia dos cientistas é testar medicamentos nos próprios neurônios fabricados em laboratório. Maleáveis Vital. Antes descartado, o sangue do cordão umbilical passou a ter grande importância na medicina. É de lá que vêm as células-tronco, que são transformadas em vários organismos.

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