‘Usei e-mail pessoal por conveniência’

Hillary explica por que não usava seu correio eletrônico oficial como secretária

iG Minas Gerais |

Hillary quebrou o silêncio sobre recente polêmica sobre seu e-mail
DON EMMERT
Hillary quebrou o silêncio sobre recente polêmica sobre seu e-mail

Nova York, EUA. A ex-secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse ontem que usou sua conta de e-mail pessoal por “conveniência”, mas que teria sido melhor se tivesse usado o e-mail oficial.

Ela queria carregar apenas um celular para responder e-mails do trabalho e pessoais, e não dois. “Olhando para trás, teria sido melhor para mim usar dois”, disse aos jornalistas.

Clinton disse que metade dos e-mails enviados eram pessoais. “Quando os e-mails forem liberados, o público terá uma visão sem precedentes das comunicações de um funcionário governamental de alto nível”, afirmou. Provável candidata democrata à Presidência dos EUA na corrida de 2016, Hillary se viu no meio de um vendaval político nos últimos dias, com a revelação de que, em seus quatro anos à frente da diplomacia (2009-2013), nunca usou seu e-mail eletrônico oficial, preferindo o endereço pessoal.

Hillary Clinton também condenou veementemente uma carta aberta dos senadores republicanos para os líderes iranianos sobre o acordo nuclear com Teerã.

“A recente carta dos senadores republicanos vai de encontro às melhores tradições da administração americana e devemos questionar o propósito dessa carta”, disse ela, em entrevista na sede da ONU.

Duas “respostas lógicas” para essa pergunta: “ou esses senadores estavam tentando ajudar os iranianos, ou prejudicar o responsável por esta questão diplomática internacional”, considerou. Segundo ela, “seja qual for a resposta, ela desacredita os signatários da presente carta”.

Em uma carta aberta “aos líderes da República Islâmica do Irã”, 47 dos 54 senadores republicanos, advertiram que apenas o Congresso norte-americano tinha o poder de retirar permanentemente as sanções impostas ao país sob a forma de leis. Implicitamente expressaram assim sua oposição a um possível acordo político entre o Grupo 5+1 (Estados Unidos, China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha) e o Irã, que está sendo discutido.

Senadores elaboram lei da maconha Washington, EUA. Senadores dos Estados Unidos apresentaram ontem a legislação mais abrangente sobre o uso medicinal da maconha, que nunca chegou nessas condições ao Congresso. O esforço entre os partidos Democrata e Republicano tenta acabar com as restrições federais sobre um consumo cada vez mais aceito. Dos 50 Estados da federação, 23 legalizaram a cannabis, planta de onde é extraída a maconha, para tratar pessoas com câncer, esclerose múltipla e epilepsia, mas a lei federal continua a investigar criminalmente, inclusive com prisões, quem é encontrado com porte de drogas.

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