Importadoras de autos têm forte queda no primeiro bimestre

Menor número de dias úteis no período e o desaquecimento do mercado foram determinantes para o resultado ruim, mas há outros motivos para preocupação

iG Minas Gerais | Flolhapress |

Importadoras de autos têm forte queda no primeiro bimestre
João Lêus
Importadoras de autos têm forte queda no primeiro bimestre

Com pequena participação no mercado brasileiro (cerca de 3%), as 28 marcas de automóveis e comerciais leves associadas da Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores) registraram queda de 27,1% nas vendas no primeiro bimestre de 2015, em comparação ao mesmo período de 2014.

Para a associação, o menor número de dias úteis no período e o desaquecimento do mercado foram determinantes para o resultado ruim, mas há outros motivos para preocupação.

"Nossas associadas que são importadoras foram ainda mais afetadas pelo aumento galopante do dólar nos últimos 60 dias", afirma Marcel Visconde, presidente da Abeifa.

Entre as associadas da Abeifa estão as marcas chinesas JAC e Chery, a sul-coreana Kia Motors, a alemã Porsche, a inglesa Land Rover e as italianas Ferrari, Maserati e Lamborghini.

O segmento de veículos premium (acima de R$ 100 mil), que parecia sobreviver à crise do setor, também registrou números negativos no primeiro bimestre, com queda estimadas em 15% na comparação com igual período de 2014.

"O consumidor de produtos do segmento premium tem patrimônio, mas está desconfiado, sem ânimo para comprar", disse Sergio Habib, presidente do grupo SHC e sócio da JAC Motors. O executivo prevê que as redes concessionárias também terão de fazer ajustes para suportar a queda nas vendas, o que pode incluir demissões.

De acordo com dados da Associação Nacional das Montadoras (Anfavea), o total de emplacamentos no mercado nacional ficou em 185,9 mil unidades em fevereiro, voltando aos patamares de novembro de 2008.

A queda dos licenciamentos sobre janeiro, quando foram licenciadas 253,8 mil unidades, é de 26,7%, enquanto a retração sobre fevereiro de 2014 (259,3 mil) chega a 28,3%.

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