Depois de um caminho tortuoso, o ponta Samuel se destaca novamente

Um dos destaques contra o Brasil Kirin, jogador precisou superar anos de dores no ombro até um retorno em alto estilo no voleibol

iG Minas Gerais | THIAGO PRATA |

ESPORTES BH MG: LANCES DA PARTIDA ENTRE MINAS TENIS X BRASIL KIRIN . NA FOTO: 

FOTOS: DENILTON DIAS / O TEMPO / 09.03.2015
DENILTON DIAS / O TEMPO
ESPORTES BH MG: LANCES DA PARTIDA ENTRE MINAS TENIS X BRASIL KIRIN . NA FOTO: FOTOS: DENILTON DIAS / O TEMPO / 09.03.2015

Todo guerreiro está sujeito a algumas quedas. Mas apenas aqueles nutridos de espírito forte, gana e persistência conseguem voltar a trilhar o caminho das glorias. No Minas Tênis Clube, há um exemplo de superação quase sobre-humano. Após tantos obstáculos e tombos, o ponteiro Samuel é novamente capaz de sorrir. Como aconteceu na vitória espetacular do time minastenista por 3 sets a 0 sobre o Vôlei Brasil Kirin-SP, nessa segunda-feira, na Arena da rua da Bahia.

Atleta de alto nível técnico e dono de uma cortada poderosa, Samuel se destacou na década passada, ganhando espaço na seleção brasileira. Depois da Olimpíada de Pequim, em 2008, porém, veio um duro golpe. Uma séria lesão no ombro rendeu os episódios mais tristes da carreira do atacante.

Por várias vezes ele tentou voltar às quadras. Mas as dores sempre o atrapalhavam, mesmo após ter se submetido a um processo cirúrgico. Foram tempos sombrios, em que o jogador chegou a pensar que sua carreira estaria no fim. Demorou muito até que o destino conspirasse novamente a favor do ponta do Minas.

“Estou muito feliz e curtindo o momento. Fiquei muito tempo afastado. Depois das Olimpíadas de Pequim, fiz uma cirurgia e isso acabou me atrapalhando muito, pois tomou muitos anos da minha carreira. Mas agora estou contente. Voltei a jogar este ano, depois de um ano e meio fora das quadras. Estou aproveitando o momento com meus companheiros e está dando tudo certo”, disse o ganhador do troféu Viva Vôlei no duelo ante o Brasil Kirin.

Além da persistência e do papel fundamental dos profissionais das ciências médicas, o apoio do elenco também foi crucial para o retorno em alto estilo.

“O começo foi duro. Achei que nem soubesse mais jogar vôlei. Agora as coisas estão se encaixando. Meus companheiros me dão muita força. Tinha explicado a eles que eu queria voltar a jogar este ano e precisava da força deles. O Nery (Tambeiro, técnico) também é um cara sensacional, me dizendo sempre que eu seria importante para a equipe. As coisas estão andando bem agora na reta final da Superliga”, destacou o atleta.

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