Conjuntura não pode prejudicar 'visão de futuro', diz Dilma

Antes de falar, a presidente ouviu as preocupações do setor com a economia e com os impactos do escândalo de corrupção na Petrobras

iG Minas Gerais | Folhapress |

Dilma Rousseff participa do Salão Internacional da Construção, em São Paulo
Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma Rousseff participa do Salão Internacional da Construção, em São Paulo

Após ser hostilizada por trabalhadores e expositores que montavam seus estandes no Salão Internacional da Construção, em São Paulo, a presidente Dilma Rousseff fez um discurso para acalmar empresários do setor.

Em uma fala de mais de 30 minutos, Dilma disse nesta terça (10) que a crise econômica é "conjuntural" e que está trabalhando para que até o fim do ano os números do país exibam sinais de recuperação.

"Não deixem que incertezas conjunturais determinem sua visão sobre o futuro do Brasil", disse a presidente. "Nossa economia tem fundamentos fortes e reúne todas as condições para passar para uma nova fase", afirmou.

Antes de falar, a presidente ouviu as preocupações do setor com a economia e com os impactos do escândalo de corrupção na Petrobras. Sem citar diretamente a Lava Jato, o presidente da Associação Brasileira dos Materiais de Construção, Walter Cover, disse que é preciso punir quem merece ser punido, mas também buscar uma solução "institucional" para não paralisar pequenas e médias empresas.

"Não estão vendendo por falta de confiança do recebimento [de pagamento do governo]", ele afirmou.

Foi de Cover o discurso mais crítico à atual conjuntura. Ele disse que o empresariado apoia o ajuste nas contas de forma "pragmática", mas que é "absolutamente necessário" que ao lado dessas medidas o governo busque soluções para aumentar a produtividade e a competitividade no país.

Em resposta, Dilma voltou a dizer que o país vive os reflexos da crise internacional e que absorveu os problemas da economia até o limite, dando subsídios a Estados e investimentos e desonerando setores.

"O ajuste não é um fim em si mesmo. Ele assegura a retomada da economia e do emprego", garantiu.

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