Governo estuda ajuste de 6,5% no IR para menor renda, diz Levy

O Congresso Nacional deve analisar o veto da presidente Dilma Rousseff (PT) ao reajuste de 6,5% à tabela do Imposto de Renda nesta quarta-feira (11)

iG Minas Gerais | Folhapress |


Estudo. 
Joaquim Levy deu carta branca para técnicos encontrarem medidas para reequilibrar contas
RENATO COSTA
Estudo. Joaquim Levy deu carta branca para técnicos encontrarem medidas para reequilibrar contas

O governo propôs ao Congresso que o ajuste das tabelas do Imposto de Renda seja maior para as faixas de menor renda, afirmou nesta terça-feira (10) o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

"Há algumas possibilidades, mas o conceito é de dar um ajuste mais significativo para as faixas de menor renda, de tal maneira que os tetos dessas faixas tenham um aumento um pouco maior que o aumento que havia sido pensado originalmente de 4,5%", disse o ministro.

Para essas faixas, o reajuste poderá chegar a 6,5%, valor que havia sido proposto pelo Congresso para todas as faixas e vetado pela presidente Dilma. "Vamos ver se a gente consegue chegar até 6,5%", afirmou Levy, após encontro com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Segundo Levy, ainda estão sendo feitos cálculos para que uma proposta seja fechada. "A gente está vendo o quanto que, dentro do quadro de ajuste fiscal, nós podemos focar para dar algo um pouco maior, na linha do que o Congresso tem sugerido para as faixas de menor renda", disse.

O Congresso Nacional deve analisar o veto da presidente Dilma Rousseff (PT) ao reajuste de 6,5% à tabela do Imposto de Renda nesta quarta-feira (11).

O governo trabalha agora uma contraproposta que evite mais essa derrota no Congresso. O ministro Levy reuniu-se também nesta terça com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB - RJ).

"Espero que até lá [a votação] tenhamos uma proposta que possa ser ajustada e comprada, quer dizer, assumida pelo governo federal. O Congresso está trabalhando em ritmo acelerado para contribuir com uma alternativa viável", disse o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

"Se a gente atropela, não debate, termina cometendo o erro que o governo cometeu. Essa construção tem que ser coletiva", disse Jucá.

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