'Bruno não tem condições de presentear ninguém com moto', diz advogado

Na última semana, um homem de 38 anos, que estava com o veículo em nome do ex-goleiro, foi executado na região da Pampulha

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

“A situação financeira do Bruno não permite que ele distribua presentes por aí”. É com essa afirmação que o advogado do ex-goleiro Bruno Fernandes, Francisco Simim, descarta qualquer envolvimento de seu cliente com Cláudio Camargo da Silva, de 38 anos, que foi assassinado na última quinta-feira (5), no bairro Urca, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.

Para o defensor, o que aconteceu foi uma grande coincidência. “Essa motocicleta estava parada na casa da avó do Bruno há quase três anos. Alguém, que ainda não sabemos quem, vendeu o veículo. O comprador não passou o veículo para o seu nome. Com isso, o Bruno ainda aparecia como proprietário”, disse Simim.

Para o advogado, provavelmente o cliente vai ser chamado para prestar depoimento. “A defesa está tranquila, e o Bruno também. Se for chamado, ele foi comparecer e explicar tudo. Para que o documento fosse transferido, Bruno deveria comparecer a algum cartório, o que não aconteceu. Não tem o que temer.”, explicou.

Ele também descartou qualquer tipo de relacionamento entre o ex-goleiro e Silva. Alguns familiares do homem teriam dito que ele e Bruno ficaram amigos no tempo em que estavam presos na penitenciária Nelson Hungria , entre 2011 e 2013. Silva tinha antecedentes criminais por tráfico de drogas e roubo.

“Falar que é amigo do Bruno é muito fácil, difícil é provar. O meu cliente é uma pessoa muita conhecida. Ele está cumprindo a pena como a Justiça determinou, mas não o deixam quieto. Uma vez ou outra surgem histórias que não procedem. A situação financeira do meu cliente não permite que ele presenteie ninguém com moto”, finalizou o advogado.

Crime

Silva foi assassinado dentro de uma papelaria na rua Expedicionário Paulo de Souza, do bairro Urca. Ele recebeu um tiro na cabeça, caiu e foi alvejado por mais quatro vezes na barriga. Ele morreu no local, antes mesmo da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Autoria e motivação do crime são desconhecidas.

Condenação de Bruno

O ex-goleiro Bruno, que atuou em grandes times como Atlético e Flamengo, foi condenado em 2013 a 22 anos e três meses de reclusão em regime, inicialmente, fechado pela morte e ocultação de cadáver da modelo Eliza Samudio, com quem teve um filho.  

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