PPS quer ouvir Cunha e Renan

Parlamentares protocolaram nesta segunda pedidos para que 49 políticos compareçam à CPI

iG Minas Gerais |

Na mira. 

Presidente do Congresso, Renan Calheiros será chamado a depor na CPI da Petrobras
Marcos Oliveira
Na mira. Presidente do Congresso, Renan Calheiros será chamado a depor na CPI da Petrobras

Brasília. A oposição protocolou nesta segunda requerimento pedindo a convocação dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras para esclarecimentos sobre o esquema de corrupção na estatal.  

O documento assinado pela deputada Eliziane Gama (PPS-MA) solicita ainda a convocação de outros 47 políticos que tiveram os pedidos de abertura de inquérito acolhidos na sexta-feira pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki para investigar a suspeita de participação no esquema.

Figuram na lista de convocação 21 deputados, 11 senadores e 12 ex-deputados, além da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB-MA). A maioria dos envolvidos é de partidos da base aliada do governo (PP, PMDB, PT e PTB) e que controlam a CPI – há ainda um senador tucano e um ex-deputado do Solidariedade.

O requerimento só deve ser analisado na quinta-feira, quando há sessão administrativa. Hoje, os deputados da comissão se encontram para ouvir o primeiro depoimento, que será do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco. A defesa dele pediu que a oitiva ocorra em sessão secreta.

Renan foi citado como integrante do núcleo político de uma quadrilha formada para desviar recursos da estatal. Cunha foi acusado pelo doleiro Alberto Youssef de receber propina por um contrato com a petroleira. Os dois peemedebistas negam quaisquer irregularidades e acusam o governo de ter atuado para que eles fossem alvos de investigação.

Afastamento. A bancada do PSOL na Câmara fechou nesta segunda o texto da proposta de resolução para que políticos que estejam sendo investigados no âmbito do STF sejam afastados de postos de comando da Casa. Pela proposta, o parlamentar que tiver contra si inquérito instaurado ou denúncia envolvendo quebra de decoro deve ser afastado de postos na presidência da Câmara, na Mesas Diretora, nas presidências de comissões e no Conselho de Ética. Caso a proposta de resolução seja aprovada em plenário, Cunha terá que se afastar.

“Na verdade, tal medida deveria ser adotada voluntariamente por ocupantes de cargos de mando, com a principal preocupação de evitar o desgaste da Câmara. Entretanto, sabemos que tal desprendimento não é da natureza de muitos, razão pela qual se impõe que tal afastamento seja uma determinação regimental”, diz o texto.

“Vergonha”

Crítica. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, um dos alvos de inquéritos da Lava Jato, negou participação em esquema de propina e disse que a operação “envergonha” a todos.

Alvo de inquérito, Collor ataca lista de Janot e critica o MPF Brasília. O senador e ex-presidente da República Fernando Collor (PTB-AL) criticou em plenário nesta segunda-feira (9) a atuação do Ministério Público Federal (MPF) e do procurador geral da República, Rodrigo Janot, na condução das investigações da Lava Jato. “Ao longo de todo esse processo de investigação, bastava ao Ministério Público se utilizar de um simples instrumento: a oportunidade de esclarecimentos prévios”, disse. Collor foi acusado pelo doleiro Alberto Youssef de receber cerca de R$ 3 milhões em propina em um negócio da BR Distribuidora.

Mais fogo O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu, como forma de retaliar o Ministério Público por tê-lo incluído na lista de Janot, apostar em uma articulação para rejeitar a recondução do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, cujo mandato vence em setembro.

Defesa A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) divulgou uma nota de apoio ao procurador geral da República, Rodrigo Janot. A entidade diz que Janot conduz as investigações “sem se deixar intimidar ou influenciar por qualquer ingerência política”.

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