Desordeiro do clássico ficará quatro meses longe do estádio

Torcedor que jogou uma bomba no gramado do Mineirão não poderá assistir aos jogos do Cruzeiro em BH

iG Minas Gerais | GUILHERME GUIMARÃES |

Suspeito de jogar bomba dentro do gramado durante jogo foi detido pelos policiais militares que trabalhavam no Mineirão
DENILTON DIAS/O TEMPO
Suspeito de jogar bomba dentro do gramado durante jogo foi detido pelos policiais militares que trabalhavam no Mineirão

O torcedor Gleidson Gonçalves da Silva, responsável por arremessar uma bomba em direção a um dos gols do Mineirão durante o clássico do último domingo, entre Cruzeiro e Atlético, ficará um bom tempo afastado dos jogos do time de seu coração. Depois de causar um tumulto no Gigante da Pampulha e problemas para o radialista Christian Mascary, da Rádio Sucesso, de Divinópolis, o torcedor foi afastado por quatro meses das partidas da Raposa em Belo Horizonte.

Nesta segunda-feira, a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais publicou a decisão proferida pelo juiz Elton Pupo Nogueira, do Juizado Especial Criminal de Belo Horizonte, responsável por penalizar o infrator. 

Durante o período estipulado para o afastamento, Gleidson terá, em todos os jogos do Cruzeiro na capital mineira, que se apresentar no Juizado Especial Criminal. Nos dias em que o juizado estiver fechado, o torcedor terá que se apresentar no auditório do Batalhão de Polícia de Eventos, no bairro Gameleira, onde assistirá palestras e prestará serviços durante o horário das partidas. Gleidson teá que chegar ao juizado ou ao batalhão uma hora antes de cada evento e permanecer nos locais até 30 minutos após os confrontos.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, caso o torcedor descumpra a decisão do juiz, responderá processo criminal e pode ser condenado a pena de um a dois anos de reclusão.

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ficou configurada a conduta de provocação de tumulto ou porte de instrumento que pode ser utilizado para praticar violência, ambos previstos no artigo 41-B do Estatuto do Torcedor. Ao considerar que Gleidson. era réu primário e tinha bons antecedentes, o MP ofereceu proposta de transação penal que foi homologada pelo Juiz Elton Pupo Nogueira.

Relato do árbitro

Como muitos esperavam, o árbitro do jogo, Emerson de Almeida Ferreira, relatou na súmula da partida o fato, mesmo depois de a Polícia Militar ter agido com a detenção do responsável por jogar o artefato explosivo no campo.

De acordo com o relato do árbitro no documento oficial do jogo, a explosão do artefato aconteceu aos 40 minutos do segundo tempo do clássico, em um local onde a torcida do Cruzeiro estava localizada. Emerson afirma ter sido avisado sobre a bomba por um militar e, ainda, um representante do Cruzeiro, depois do apito final da partida.

Pelo episódio, o Cruzeiro poderia até levar multa de R$ 100 a R$ 100 mil, além da perda de mando de campo em partidas oficiais. Isso, de acordo com o artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Entretanto, como os policiais capturaram o responsável pelo ato, a Raposa pode escapar ilesa de um possível julgamento no Tribunal.

 

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