Polícia prende homem suspeito de estuprar e matar jovem em Matozinhos

Suspeito sofreu uma tentativa de linchamento na MG-010; ele foi levado ao João XXIII antes de ser conduzido à delegacia

iG Minas Gerais | Rafaela Mansur |

Taíza usava esta blusa preta de formandos no dia do sumiço
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Taíza usava esta blusa preta de formandos no dia do sumiço

O homem suspeito de sequestrar, estuprar e matar a adolescente Taísa Pereira Saraiva, de 17 anos, no fim do ano passado, foi preso nesta segunda-feira (9), depois de sofrer uma tentativa de linchamento na MG-010, na altura de Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte. A.M.M. era vizinho da vítima e foi encontrado após uma denúncia anônima. Ele está no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII recebendo cuidados médicos antes de ser encaminhado à delegacia.

O crime aconteceu em novembro de 2014, em Matozinhos, na região Central do Estado. Taísa desapareceu no dia 3, e o corpo dela foi encontrado 18 dias depois, em uma gruta na zona rural do município, com marcas de violência.

De acordo com a Polícia Militar (PM), nesta segunda, a corporação recebeu uma ligação anônima informando que o suspeito estava no bairro Morro Alto, em Vespasiano. Ele não foi encontrado no endereço indicado pelo denunciante, no entanto, durante ronda pela região, os militares avistaram um homem que estava sendo agredido por um grupo de aproximadamente 10 pessoas, na MG-010.

Quando os policiais se aproximaram, o grupo fugiu e foi possível identificar A.M.M. como a vítima das agressões. Ele foi preso e levado ao hospital com um corte na boca e escoriações pelo corpo. Segundo o tenente Christian Mardones, ele negou o crime e disse que só falará sobre o caso em juízo.

O caso

Taísa foi vista pela última vez depois que saiu da escola no dia 3 de novembro. Ela estava sozinha e com cerca de R$ 300, quantia que seria da festa de formatura do Ensino Médio dela, que aconteceria no fim do ano. A jovem foi encontrada morta 18 dias depois e o corpo foi identificado por meio de um exame de DNA.

Levantamentos feitos pela Polícia Civil revelaram que Taísa, que era evangélica e tinha um comportamento bastante recatado, vinha sofrendo assédio por parte de seu vizinho, principal suspeito do crime. Vestígios de sangue, localizados no interior do porta-malas do carro dele foram submetidos também a exame de DNA, apontando que se tratava de sangue de estudante.

A.M.M. era vizinho da família. Segundo a investigação, ele agiu com requintes de crueldade motivado pela atração sexual que sentia pela vítima. O suspeito estava com um mandado de prisão em aberto.

 

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