Árbitro do clássico relata em súmula explosão de bomba no Mineirão

Emerson Ferreira foi avisado por um policial e representante do Cruzeiro sobre artefato que explodiu no estádio

iG Minas Gerais |

Suspeito de jogar bomba dentro do gramado durante jogo foi detido pelos policiais militares que trabalhavam no Mineirão
DENILTON DIAS/O TEMPO
Suspeito de jogar bomba dentro do gramado durante jogo foi detido pelos policiais militares que trabalhavam no Mineirão

O clássico entre Cruzeiro e Atlético teve um episódio lamentável na tarde do último domingo, quando um torcedor arremessou uma bomba da arquibancada em direção a um dos gols do Mineirão e causou sustos ao radialista Christian Mascary, da Rádio Sucesso, de Divinópolis, que não sofreu lesões, mas precisou ser  atendido pela ambulância posicionada no Gigante da Pampulha. Como muitos esperavam, o árbitro do jogo, Emerson de Almeida Ferreira, relatou na súmula da partida o fato, mesmo depois de a Polícia Militar ter agido com a detenção do responsável por jogar o artefato explosivo no campo.

De acordo com o relato do árbitro no documento oficial do jogo, a explosão do artefato aconteceu aos 40 minutos do segundo tempo do clássico, em um local onde a torcida do Cruzeiro estava localizada. Emerson afirma ter sido avisado sobre a bomba por um militar e, ainda, um representante do Cruzeiro, depois do apito final da partida.

Pelo episódio, o Cruzeiro poderia até levar multa de R$ 100 a R$ 100 mil, além da perda de mando de campo em partidas oficiais. Isso, de acordo com o artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Entretanto, como os policiais capturaram o responsável pelo ato, a Raposa pode escapar ilesa de um possível julgamento no Tribunal.

O inciso terceiro do artigo 213 do CBJD diz: “A comprovação da identificação e detenção dos autores da desordem, invasão ou lançamento de objetos, com apresentação à autoridade policial competente e registro de boletim de ocorrência contemporâneo ao evento, exime a entidade de responsabilidade, sendo também admissíveis outros meios de prova suficientes para demonstrar a inexistência de responsabilidade”.

Leia o relato da súmula do clássico entre Cruzeiro 1 x 1 Atlético

“Informo que aos 40 minutos do segundo tempo eu árbitro da partida, ouvi uma explosão vinda da arquibancada, onde se localizava a torcida do Cruzeiro Esporte Clube. Naquele momento nenhum componente da equipe de arbitragem percebeu o que havia ocorrido. Ao término da partida nos foi informado pelo Sr.Sub-Tenenete Osmar da Policia Militar e pelo Sr. Edson Travassos Moraes Junior (OAB 123271) que se apresentou como Advogado da Equipe do Cruzeiro Esporte Clube que aquele barulho ouvido foi proveniente de uma bomba lançada aos arredores do campo de jogo. Ainda nos foi informado que a policia identificou e prendeu o autor do lançamento da bomba e que a ocorrência foi formalizada através de um Boletim de Ocorrência pela autoridade competente”

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