Em discurso, Dilma focou em justificativas para os ajustes fiscais

Sem fazer referência a opositores, a presidente afirmou que o país será "igual ao que já foi"

iG Minas Gerais | Larissa Arantes |

O discurso da presidente Dilma Rousseff na noite deste domingo (8) foi marcado por um conjunto de justificativas para o pacote de ajustes fiscais anunciado pelo governo federal no início do ano. Apesar de o escândalo de corrupção da Petrobras ter dominado o noticiário na última semana, a investigação foi tema de poucos segundo da fala da presidente. A petista ainda relativizou as notícias divulgadas pela mídia e iniciou seu discurso dizendo que seria a oportunidade de apresentar informações importantes para a "família brasileira". 

  Inicialmente, a presidente falou sobre as medidas econômicas e garantiu que, por mais que sejam impopulares, não irão afetar os direitos trabalhistas conquistados nas últimas décadas e ainda amenizou o "nível" da crise enfrentada pelo país. Falou brevemente sobre a crise energética e destacou, ao final de sua fala, a transformação do feminicídio em crime hediondo no país - uma vez que, o discurso era em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.    Ajuste fiscais   "Você tem todo direito de se irritar e de se preocupar, mas essa situação é passageira", destacou Dilma ao falar sobre as mudanças em alguns benefícios como o seguro-desemprego como forma de fazer os ajustes fiscais na economia do país. A petista explicou ainda que as medidas podem ser alvo de críticas, mas que os benefícios consequentes de seus resultados serão de longa duração para a população. "Nem de longe estamos vivendo a crise como dizem alguns", criticou a petista sem fazer referência direta a partidos ou ex-presidentes.    Garantia de direitos    "(Mesmo com a crise) nós preservamos o emprego e o salário", resumiu Dilma ao garantir que nenhum direito adquirido pelo trabalhador será cortado pelo governo. "As medidas não irão comprometer as suas conquistas", concluiu.    Passado    "Não estamos tomando medidas para sermos iguais ao que já fomos", avaliou a presidente, mais uma vez, fazendo críticas aos governos anteriores ao PT, mas sem falar em legendas ou dirigentes. A petista detalhou ainda que, ao contrário de outros países, apesar da crise, o Brasil não "sofreu quebra financeira".    Não vai parar   Mesmo com as medidas, Dilma ressaltou que o "Brasil não vai parar". "Absorvemos (o governo federal) a carga negativa até onde podíamos (...) começamos cortando gastos do governo", explicou. Ela lembrou ainda que, no início do governo do ex-presidente Lula, também foram tomadas medidas corretivas na economia e que depois os resultados levaram ao crescimento do país.    Fortalecimento moral e ético    Pouco antes de finalizar o discurso, a presidente fez uma rápida referência ao esquema de corrupção da Petrobras dizendo que o governo está em busca do fortalecimento moral e ético do país. 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave