Tortura é 'generalizada' no México, diz relator da ONU

Relator especial das Nações Unidas sobre a Tortura, Juan Méndez, concluiu que "a tortura e os maus-tratos são generalizados no México", em um relatório elaborado após uma visita ao país

iG Minas Gerais | AFP |

Manifestação no México relembra desaparecimento de 43 jovens
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O relator especial das Nações Unidas sobre a Tortura, Juan Méndez, concluiu que "a tortura e os maus-tratos são generalizados no México", em um relatório elaborado após uma visita ao país em 2014, que será debatida nesta segunda-feira (9) no Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra.

Os fatos em questão acontecem "nos momentos que se seguem à detenção e antes da colocação a disposição da justiça", e "ocorrem em um contexto de impunidade", cuja "finalidade é punir ou extrair confissões ou informação", disse Méndez em seu relatório.

A delegação do México antecipou que responderá ao documento de Méndez durante o debate previsto para a tarde desta segunda-feira (9) em Genebra.

Uma fonte diplomática do México negou à AFP que a tortura seja generalizada no país.

Segundo a fonte, a acusação não se sustenta por falta de provas, e também entraria na definição de crimes contra a humanidade, elaborada na ONU após a Segunda Guerra Mundial, o que é inaceitável para o governo do México.

Esta fonte acrescenta que o Tribunal Penal Internacional não iniciou um procedimento contra o México por torturas, no contexto de crimes contra a humanidade, e que os indícios reunidos pelo relator Méndez são insuficientes, fruto de uma visita ao México de apenas 11 dias.

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