iG Minas Gerais | Guilherme Reis |

Atualmente o gasto por deputado é 22% menor do que em 2001, quando estourou o escândalo dos supersalários na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). No entanto, se os deputados subirem o auxílio-moradia de R$ 2.850 para R$ 4.400 e a verba indenizatória de R$ 20 mil para R$ 30 mil, os gastos com os parlamentares vai atingir patamar parecido com de 14 anos atrás.

Após a aprovação do retorno do auxílio moradia, em fevereiro deste ano, os deputados começaram a articular o reajuste do penduricalho para igualá-lo valor pago aos deputados federais de R$ 4.400. Além disso, de acordo com informações de bastidores, os líderes dos partidos na Casa já fizeram um acordo para subir também a verba indenizatória para R$ 30 mil.

Se os aumentos forem aprovados, cada deputado mineiro vai custar, por mês, R$ 55,3 mil. Atualmente os cofres gastam R$ 48,1 mil por representante eleito. Do total, R$ 25,3 mil são decorrentes do vencimento fixo, R$ 20 mil da verba indenizatória e R$ 2.850 do auxílio-moradia.

Em 2001, época dos supersalários, os deputados recebiam entre R$ 61 mil e R$ 91 mil por mês. Comparando o dispêndio dos cofres públicos com o menor valor, o gasto com um deputado, em 2015, é 22%. Caso os reajustes dos penduricalhos atinjam a soma de R$ 55,1 mil, o valor será 10% menor do que o pago há 14 anos.

Em 2014, a Assembleia de Minas teve maior execução orçamentária dentre os maiores Legislativos estaduais do país: São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

O legislativo mineiro consumiu, no ano passado, R$ 994.7 milhões. Uma média de R$ 12,9 para cada um dos 77 parlamentares mineiros. O Legislativo do Estado é o segundo maior do país.

Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), quem tem o maior número de deputados no Brasil, 94, custou, no mesmo período, R$ 874,8 milhões. Um média de gastos de R$ 9,3 mil por deputado. O valor é de R$ 120 milhões menor do que o custo da Casa mineira.

No Rio de Janeiro, que tem 70 deputados estaduais, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), terceira maior do país, custou R$ 839,7 mil no ano passado. Se o valor for dividido pelo número de representantes, cada deputado gerou dispêndios de R$ 11,9 mil.

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) custou aos gaúchos, em 2014, R$ 524,3 milhões. O gasto médio para os 55 parlamentares foi de R$ 9,5 mil. A Casa é a quinta com mais representantes no Brasil.

O Parlamento baiano é o quarto maior do Brasil, mas ele não entrou no levantamento de O TEMPO porque o Legislativo do Estado, que abriga 63 parlamentares, não divulgou a execução orçamentária consolidada de 2014.

Aumento. O Orçamento

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