Fábio quase vira vilão, mas é salvo pelo herói Damião

Goleiro vinha se destacando no jogo até cometer falha inusitada e ver o atacante corrigindo o erro e salvando a Raposa

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

ESPORTES BH MG: LANCES DA PARTIDA ENTRE CRUZEIRO X ATLETICO MINEIRO VALIDA PELA RODADA DO CAMPEONATO MINEIRO 2015. NA FOTO: 

FOTOS: DENILTON DIAS / O TEMPO / 08.03.2015
DENILTON DIAS / O TEMPO
ESPORTES BH MG: LANCES DA PARTIDA ENTRE CRUZEIRO X ATLETICO MINEIRO VALIDA PELA RODADA DO CAMPEONATO MINEIRO 2015. NA FOTO: FOTOS: DENILTON DIAS / O TEMPO / 08.03.2015

Em um duelo de opções diminutas, a qualidade técnica se perdeu ante à marcação implacável. E nestas nuances que só o futebol possui, o clichê voltou a imperar no Gigante da Pampulha. Clássicos são decididos nos detalhes e um erro pode ser fatal. Foi o que aconteceu no Mineirão. O confronto se desenrolava moroso, até que aconteceu o fatídico lance. Recuo de bola dentro da área, Fábio, que até então registrava uma atuação bastante sólida, com duas defesas espetaculares no primeiro tempo, pensou, executou e falhou. O chute saiu mascado, bateu primeiro em Patric e sobrou para Rafael Carioca, que não perdoou. Caía a meta celeste, invicta há quatro partidas.

A torcida ficou apreensiva, enquanto os mil atleticanos faziam a festa no Mineirão. Abatido, Fábio reconheceu o erro, pediu desculpas e o jogo prosseguiu. Foi aí que surgiu o segundo personagem do jogo - Leandro Damião. Aos 37 do segundo tempo, o centroavante utilizou sua envergadura para bater Jemerson na disputa corporal, fazer o giro e chutar cruzado. Victor pulou, mas nada encontrou.

O artilheiro do Campeonato Mineiro, com cinco gols marcados, limpou a barra do camisa 1, que ao fundo ouvia as provocações atleticanas, um expediente comum nos clássicos. Nos minutos finais, a Raposa voltou à carga, uma pressão no embalo da China Azul, ainda desconfiada. Leandro Damião, por pouco, não fez o gol da virada, mas o placar se manteve igual.

Em um jogo tecnicamente fraco, o placar voltou ao estágio inicial, um empate que preocupa. Mais uma vez ficou nítido a falta de uma cabeça pensante no meio-campo celeste, apesar do uruguaio Arrascaeta ostentar a 10. Já pelo lado alvinegro, o resultado até que saiu de bom tamanho, principalmente com os inúmeros desfalques. A ausência de peças fez o técnico Levir utilizar o esforçado Cesinha como o camisa 10.

Sem jogos da Libertadores no meio da semana, competição que é o grande alvo de ambos, os rivais mineiros terão tempo para trabalhar melhor seu jogo. O torcedor agradecerá. 

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