Gabriel Jesus não sabe como conseguiu dormir na véspera de estreia

"Quero chegar a ser um ídolo no Palmeiras, quero fazer minha história aqui", disse o jogador

iG Minas Gerais | Folhapress |

Gabriel Jesus, 17, fez sua estreia fez sua estreia profissional contra o Bragantino
Cesar Greco/ Ag. Palmeiras/ Divulgação
Gabriel Jesus, 17, fez sua estreia fez sua estreia profissional contra o Bragantino

Com a sinceridade que só os jogadores mais jovens costumam ter, Gabriel Jesus, 17, conta que a noite anterior ao seu primeiro jogo no novo estádio do Palmeiras, no qual acabou jogando seus primeiros minutos como profissional - vitória sobre o Bragantino por 1 a 0 - foi de muita ansiedade. "Eu dividi o quarto com o Maikon Leite, a gente ficou conversando, dando risada. Até me surpreendo que dormi cedo, afinal, era meu primeiro jogo em casa, poderia ser minha estreia", disse.

O garoto não tentou disfarçar seus deslumbramento com o dia mais que especial. "Quando entrei em campo e, vi a torcida, me emocionei", disse. Antes de entrar em campo, porém, Gabriel viu o Palmeiras jogar apenas para o gasto por mais de 70 minutos.

Aos 23 min da segunda etapa, até porque o jogo estava morno, a torcida começou a gritar seu nome. E Oswaldo de Oliveira atendeu o pedido. "Ele me chamou, 'Gabriel, Gabriel', duas vezes. Fiquei muito feliz, a ansiedade me fez abafar (ficar afoito) um pouco, mas fiquei muito feliz", relatou.

Foi possível ouvir o que o técnico falou? "Até foi (risos). Ele me explicou a situação do jogo e me apoiou o máximo possível", contou o jogador. Embora o tenha elogiado na entrevista coletiva, ao dizer que Gabriel tem características dignas de um craque, como coragem e humildade, o técnico já adiantou que não vai relacioná-lo para o jogo contra o Santos, na próxima quarta (11).

"O Oswaldo é capacitado e tenho muita confiança nele. Espero que tenha mais oportunidades. O professor é um cara sensacional, me passa confiança, fala o que tenho de aprender. É difícil chegar da base sem ter coisas para aprender. Ele é muito companheiro", diz o garoto sobre o chefe. "Eu concordo com o que ele diz. Realmente, não tenho medo de nada, não", afirma.

Sobre o futuro na carreira, Gabriel diz só pensar no Palmeiras. "Sou muito grato ao Palmeiras e tudo que sou é graças ao Palmeiras. Pretendo continuar aqui, só penso no Palmeiras, estou aqui desde 2012", diz. "Quero chegar a ser um ídolo no Palmeiras, quero fazer minha história aqui", afirma.

Se tendo jogado tão pouco ele já teve seu nome gritado, dá para imaginar que essa idolatria só vai crescer com o passar do tempo. "Fico muito feliz, satisfação enorme pelo carinho da torcida. Tento ficar normal mas não dá, a euforia vem acima de tudo, muita ansiedade de entrar", diz.

Gabriel teve duas boas chances de gol no jogo, apesar do pouco tempo em campo. Aos 36 min, João Pedro, seu amigo desde as categorias de base, entrou na área e, em vez de cruzar para trás, onde estava Gabriel, tentou a jogada mais a frente, onde estava Rafael Marques. "Ele tinha me dito que me daria um passe para gol. Então, na hora que surgiu a jogada olhei, chamei, gritei, mas ele viu o Rafael melhor colocado", conta Gabriel.

Aos 44 min, Rafael ajeitou bola e ele, de frente para o gol, bateu forte, rasteiro, ao pé da trave direita. "É, eu peguei meio mal na bola. A ideia era fazer o gol, para explodir, ver o estádio explodir. Era mais chapada do que forte, mas passou raspando", lamenta-se o jogador. "Eu queria fazer o gol, na hora, só pensei nisso", diz, com sorriso quase infantil de quem sabe ter vivido um dia inesquecível.

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