MVP do Jogo das Estrelas, Fischer lista talentos para Magnano observar

Destaque do Bauru, armador é um dos bons valores do basquete nacional e pode ganhar chance na seleção

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Brasil levou a melhor no Jogo das Estrelas, com Ricardo Fischer como destaque
William Lucas/inovafoto
Brasil levou a melhor no Jogo das Estrelas, com Ricardo Fischer como destaque

Franca, São Paulo. Aos 23 anos, o armador Ricardo Fischer é um dos responsáveis pelo ótimo momento do Paschollato-Bauru, líder absoluto do NBB e finalista da Liga das Américas. Veloz e com uma visão apurada de jogo, o jovem jogador vem mostrando personalidade e é apontado como um dos bons valores do basquete brasileiro, que se prepara para um momento de reformulação na seleção. MVP do Jogo das Estrelas 2015, realizado em Franca, cidade do interior paulista, com 26 pontos e 13 assistências, Fischer é o típico jogador focado.

Passada a euforia da atuação em alto nível na maior festa do basquete nacional, seu pensamento já estava no Final Four da Liga das Américas. "Minha cabeça já está no Peñarol. Por mim este jogo já podia ser depois de amanhã, mas vamos ter que esperar uma semana", destacou o atleta, que enquanto concedia entrevista à reportagem de O TEMPO ouvia pedidos de autógrafos e fotos por parte da torcida francana. E para conseguir este reconhecimento, Fischer teve que suar. Por conta da rivalidade com Bauru, vaias direcionadas ao camisa 5 foram ouvidas, mas o jogador soube transformar o 'ódio' em aplausos.

"A torcida vaiou, mas eu encaro isto como um elogio indiretamente porque se eles vaiam é porque eu incomodo um pouco. Eu nunca briguei aqui, eu tenho uma relação muito boa, mas eles querem sempre tirar minha concentração. Eu estou acostumado com isto, eu me foquei, tentei jogar naturalmente e as coisas foram acontecendo", avaliou Fischer.

Sonho de seleção

E é assim, de forma natural, que o jovem paulista quer agora conquistar o respeito do técnico Ruben Magnano. O sonho de defender a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos do Rio é algo que sempre lhe vem à mente, revela.

"Este é o objetivo de todos os jogadores que estão jogando hoje, disputar uma Olimpíada, ainda mais uma Olimpíada dentro do Brasil. Acredito que todos estão se preparando muito para atingir este bom momento e quem sabe o Magnano convocar. Eu penso nisto. Estou trabalhando muito por este sonho. Quem sabe ele me chama", disse.

Mas Fischer não quer que esta reformulação passe apenas por seu nome. O armador listou uma série de outras opções que poderiam se encaixar nesta nova seleção brasileira. jogadores de talento e com papeis de protagonismo dentro de suas equipes.

"Acho que estão surgindo muitos jovens talentosos, a gente não pode esquecer do Bruno Caboclo e do Lucas Bebê que estão na NBA, do Augusto Lima, Raulzinho, Rafael Luz, Coelho, Leo, Davi, Lucas daqui de Franca. Tem tanta gente que poderia até cometer um equívoco se eu não citar", apontou o armador.

"São jovens talentos que já têm experiência, jogadores que já atuam por 20, 30 minutos, que já têm um protagonismo no seu time. O Brasil só tem a ganhar com isto. Mais para frente, a seleção vai começar a mudar, os jogadores estão se aposentando, e nós teremos, com certeza, uma grande seleção. Opção não vai faltar", conclui Fischer

Curiosamente, na grande festa do basquete brasileiro, o técnico argentino Rubén Magnano não marcou presença, causando um certo desconforto nos demais treinadores do país. O motivo da ausência do treinador não foi divulgado. 

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