Políticos já pensam em aderir à delação

Antes alvo de hostilidades entre a maioria dos advogados de prestígio e tradição, o instituto da delação premiada praticamente tornou-se a regra no escândalo que abala a estatal

iG Minas Gerais |

Curitiba. A fase crucial da operação Lava Jato, que mira deputados, senadores e até governador, faz crescer a expectativa sobre novas delações premiadas. Agora, são os políticos que poderão escolher o atalho da colaboração para evitar uma eventual prisão.  

Advogados de alguns alvos do procurador geral da República, Rodrigo Janot, já admitem reservadamente essa possibilidade. A investigação sobre o vasto esquema de corrupção e propinas na Petrobras levou, por enquanto, doleiros, empresários e um ex-diretor da estatal a firmarem compromisso de contar o que sabem. Ante o risco de passarem larga temporada atrás das grades, 15 investigados romperam o silêncio e abriram a caixa de segredos do cartel que se apossou dos maiores contratos da estatal.

Antes alvo de hostilidades entre a maioria dos advogados de prestígio e tradição, o instituto da delação premiada praticamente tornou-se a regra no escândalo que abala a estatal.

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