CPI deverá ouvir os 49 citados

Deputada vai apresentar requerimento de convocação de todos que serão investigados no STF

iG Minas Gerais | da redação |

Tumulto. 
Abertura da comissão foi marcada por bate-boca entre presidente e membros da comissão
ED FERREIRA
Tumulto. Abertura da comissão foi marcada por bate-boca entre presidente e membros da comissão

O início da semana será decisivo para direcionar qual será o caminho adotado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Após a divulgação da lista dos políticos citados no inquérito enviado pela Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF), duas questões devem dominar a pauta na reabertura dos trabalhos: a permanência de parlamentares citados na lista do STF na comissão e quais políticos serão convocados para serem ouvidos na CPI.

De acordo com informações do jornal “O Globo”, a deputada Eliziane Gama (PPS-MA) anunciou que pedirá à CPI da Petrobras, nesta segunda, a convocação os 49 políticos acusados de envolvimento nas fraudes em contratos da estatal com empreiteiras. A deputada já apresentou requerimento de convocação do ex-ministro Antonio Palocci e do tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Para a deputada, integrante da CPI, os depoimentos são uma oportunidade para que os investigados expliquem as acusações que pesam contra eles. ENVOLVIDOS. A deputada também vai pedir o afastamento dos deputados Lázaro Botelho (PP-TO) e Sandes Júnior (PP-GO) da CPI. Os dois são acusados de se beneficiarem do esquema de corrupção na Petrobras e já são alvo de inquéritos abertos por determinação do ministro Teori Zavascki, relator do caso no STF. Botelho e Sandes foram citados em depoimentos dentro do acordo de delação premiada assinado pelo doleiro Alberto Youssef. Segundo petição submetida ao Supremo Tribunal Federal, os dois foram mencionados por Youssef em depoimento de 12 de fevereiro. Alberto Youssef afirmou que ambos os parlamentares estão entre os deputados que ele “tem certeza de que receberam valores”, segundo o pedido de abertura de inquérito. De acordo com o doleiro, Botelho e Júnior foram beneficiados por esquema operado pela cúpula do PP. Recebiam parcelas maiores da propina, segundo o delator, José Janene (morto em 2010), Mario Negromonte (ex-ministro das Cidades), João Pizzolatti (ex-deputado pelo PP de Santa Catarina) e Nelson Meurer (deputado pelo PP do Paraná). Eles recebiam entre R$ 250 mil e R$ 300 mil mensais. Mas o doleiro Alberto Youssef menciona Botelho e Júnior na lista de “outros deputados do PP, cuja posição era de menor relevância dentro do partido, que recebiam entre R$ 30 mil a R$ 150 mil por mês.” O montante que iria para essa bancada estaria entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,5 milhão por mês e a divisão era feita pelos líderes do esquema. As informações são do jornal “O Globo”.

Defesa Nota. O deputado Lázaro Botelho se disse surpreso com a abertura da investigação e afirmou que “está tranquilo e que vai buscar informações para se posicionar melhor sobre o assunto”. 

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