“O que está faltando é justamente dar liga. Realmente, o time ainda não pegou”

Levir Culpi Técnico do Atlético Treinador

iG Minas Gerais |

JOÃO GODINHO - 04.03.2015
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Você ficou sete anos no Japão e voltou sendo campeão da Recopa e da Copa do Brasil. Foi uma surpresa para você?

De certa forma, sim, pois eu não tinha muito conhecimento sobre o grupo, mas tinha confiança porque o elenco era muito bom. Era uma questão de ajustar algumas coisas, e conseguimos. O grupo todo funcionou, a diretoria também veio apertando, e a torcida veio junto. Não teve como parar o Atlético. O ano passado foi muito legal para todos nós que estivemos envolvidos no trabalho.

O elenco mudou pouco de 2014 para 2015, mas ainda não deu liga. O que precisa para voltar a jogar como o time do ano passado?

O que está faltando é justamente dar liga. Realmente o time ainda não pegou. Mas o grupo é bom novamente, vai jogar bem, porém eu preciso me comunicar melhor com os jogadores. É uma série de problemas. Não é só goleiro, centroavante, treinador ou presidente. São fatores que têm de correr para o mesmo lado. Vamos achar esse ponto e novamente fazer grandes jogos.

Falta um jogo especial para voltar a ter aquele clima do ano passado?

O clássico, por exemplo? Talvez. Muitas vezes acontece isso de determinado jogo ligar tudo de novo. Isso porque nós somos bipolares. Ou tudo para cima, ou tudo para baixo. Existe um jogo em que você pode perder toda a confiança e outro em que se ganha a confiança que não tinha.

O “Eu acredito” vai ter que entrar em ação de novo na Libertadores?

Parece que é uma coisa meio escrita no DNA do atleticano. Não pode ser uma coisa tranquila. Tem que ser sofrido. É uma coisa engraçada, porque estamos analisando a história. Pode ser que daqui para a frente o rumo seja diferente para o Atlético, mas a história é essa, com sofrimento para ter graça.

O que você enxerga como maior qualidade em Marcelo Oliveira como treinador?

A regularidade que ele tem nas equipes. Marcelo é um típico mineiro, pois consegue se manter equilibrado tanto na vitória quanto na derrota. Outra coisa que seria exigência no ser humano, e aqui dentro do Brasil devemos dar muito valor a ele, porque o Marcelo é bom caráter. E quando você fala que o cara é bom caráter elogiando, é porque você vê a situação do Brasil hoje. Porque isso deveria ser obrigação de todas as pessoas.

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