À espera de não surfistas

iG Minas Gerais | Paulo Moreira |

A enseada da Baía Acantilada, de pedras e areia escura
Paulo Moreira/Agência O Globo
A enseada da Baía Acantilada, de pedras e areia escura

E para quem acha que tudo fica melhor quando há uma praia no meio do caminho, a Patagônia chilena também tem seu banho de mar. No verão, é claro. Fora da época, a Baía Acantilada serve como espaço para churrasco e piquenique.

A dez minutos do centro de Puerto Aysén, a área foi liberada pela marinha chilena e passa por reformas para se transformar num balneário. Na praia, as águas calmas só não vão atrair os surfistas. 

Para longas caminhadas, a dica é o Parque Aikén del Sur e suas quatro trilhas (de níveis fácil e intermediário), acompanhadas por guias. No percurso, o visitante poderá desfrutar de áreas de descanso, pontes, mirantes e plataformas panorâmicas, além do lago Riesco, de águas calmas e transparentes.

No passeio, é possível provar a tradicional fruta da região, o calafate – quem a come, reza a lenda, volta para um novo passeio. O fim do dia é brindado com um churrasco patagônico no quincho, uma construção típica da região. É hora de dançar o chamamé, gênero musical tradicional desse belo pedaço de mundo.

As duas patagônias

Argentina. Banhada a oeste pelo Pacífico, a região de Aysén faz fronteira, a leste, com a Argentina. Durante uma viagem por essa parte do mundo, fica claro que, apesar das poucas centenas de quilômetros que separam as duas patagônias – região mais meridional do continente – há diferenças marcantes entre elas. Na Patagônia argentina, a paisagem é mais plana e, por vezes, mais árida.

Chile. Na chilena, o relevo nem sempre é plano, e o verde das matas, vales, montanhas, rios e lagos se faz mais presente. Isso ocorre porque a Cordilheira dos Andes, que recorta os dois países e atua como um anteparo aos ventos do Pacífico, tem papel fundamental na formação das duas regiões.

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