Reféns das escolhas

iG Minas Gerais |

Em “Sete Vidas”, Lícia Manzo foge do óbvio na estrutura dramática – assim como em sua novela anterior. A autora prefere não contar com a figura do vilão para arquitetar os encontros e desencontros dos mocinhos da trama. Com boas ou más condutas, os personagens são reféns de seus próprios caminhos e escolhas. “Não existe uma a interferência de alguém ardiloso no caminho dos personagens. A vida se encarrega de criar obstáculos e frustrações na trajetória de cada um”, analisa a autora. A possibilidade de fugir do maniqueísmo é celebrada pelo elenco. Todos os tipos criados pela autora são carregados de sentimentos nobres, mas também sentem medo, inveja, ciúmes, egolatria, culpa e rejeição. O protagonista Miguel é um panorama desse equilíbrio de forças. Ao mesmo tempo em que ama Lígia, ele a abandona por conta de sua individualidade.

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