Com um belo ritmo no pé

No ar em “Malhação”, folhetim adolescente da Globo, Lellêzinha estreia na televisão graças ao talento que tem para a dança

iG Minas Gerais | raquel rodrigues |

Preconceito. 
Lellêzinha conta que já sofreu discriminação racial em algumas situações de sua vida
Isabel Almeida
Preconceito. Lellêzinha conta que já sofreu discriminação racial em algumas situações de sua vida

Desde criança, Lellêzinha nutria uma vontade de atuar, dançar e cantar profissionalmente. Mesmo sem ter feito aulas, a jovem atriz de 17 anos conseguiu realizar seu objetivo. Hoje, ela interpreta a Guta em “Malhação”, além de integrar o Dream Team do Passinho. A oportunidade de entrar para o elenco da novela teen aconteceu por conta do “passinho”, estilo de dança do funk. O grupo inteiro foi convidado a fazer teste para a atual temporada pelo diretor-geral do folhetim, Luiz Henrique Rios, que assistiu ao desempenho deles no Baile do Passinho. Após receberem o texto e passarem pela avaliação, todos alimentaram a expectativa de que alguém pudesse passar. “Para a gente, o importante era que algum de nós representasse o grupo na novela, independentemente de quem fosse”, assegura. Lellêzinha nunca havia tido qualquer contato com atuação antes e ficou bastante nervosa. “Já tinha entregado na mão de Deus quando o diretor artístico do Dream Team me avisou que eu havia passado. Não acreditei!”, lembra, emocionada.

A experiência de fazer parte do folhetim tem sido positiva para Lellêzinha. Em “Malhação”, ela teve a oportunidade de interpretar uma cena de uma situação pela qual já passou muitas vezes na vida. Na ficção, Guta e Rico, de Ramon Francisco, pegaram o carro do pai e foram conhecer Marechal Hermes, bairro da zona Norte do Rio de Janeiro. Lá, foram abordados pela polícia, que confundiu Rico com um ladrão e, por isso, os discriminaram. A sequência sobre preconceito racial foi bem marcante para a jovem. “Essa sequência exigiu uma emoção maior. Além disso, foi muito do que eu já sofri”, relata.

“Já tinha entregado na mão de Deus quando o diretor artístico me avisou que eu havia passado. Não acreditei!”

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