Obama em Selma: 'marcha contra racismo não terminou'

Presidente norte-americano assinalou ainda que cidade é atualmente lugar de inspiração para cidadãos de todo mundo que lutam pela liberdade

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Obama em Selma: 'marcha contra racismo não terminou'
AFP
Obama em Selma: 'marcha contra racismo não terminou'

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, saudou neste sábado (7), na cidade de Selma, a coragem dos que há 50 anos lutaram para obter o direito de voto para todos, assinalando que a marcha contra o racismo "ainda não terminou".

"É um erro sugerir que o racismo desapareceu, que o trabalho realizado pelos homens e mulheres de Selma terminou. (...). Isto não é certo", declarou o presidente no discurso realizado na pequena cidade do Alabama emblemática na luta pelos direitos civis.

"Não precisamos do relatório de Ferguson para saber" que o racismo ainda persiste, assinalou Obama em referência ao documento do departamento de Justiça sobre o comportamento discriminatório da polícia neste comunidade onde um jovem negro desarmando foi morto por um policial branco, em agosto passado.

"Basta abrir os olhos, os ouvidos, os corações para saber que a sombra da história racial deste país continua pairando sobre nós", assinalou Obama para milhares de pessoas que foram a Selma para lembrar o "Bloody Sunday".

"Sabemos que esta marcha ainda não terminou", disse Obama ao lado da mulher, Michelle, e de seu predecessor, o republicano George W. Bush.

Obama também denunciou a implementação - em alguns estados - de leis que dificultam o exercício do voto pelas minorias.

"Neste momento, em 2015, cinquenta anos após Selma, há leis em nosso país desenhadas para tornar mais difícil que o povo vote", assinalou Obama ao discursar na famosa ponte Edmund Pettus, onde cerca de 600 pessoas foram brutalmente reprimidas, há meio século.

Obama assinalou ainda que Selma é atualmente um lugar de inspiração para os cidadãos de todo o mundo que lutam pela liberdade.

"Das ruas de Túnis as de Maidan, na Ucrânia, esta geração de jovens pode se inspirar neste lugar, onde os mais fracos puderam mudar a maior potência do mundo e empurrar seus líderes a expandir as fronteiras da liberdade".

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