Collor se defende e reafirma que não manteve relação com Youssef

Presidente retoma discurso realizado em maio do ano passado, no qual se defende após investigação da Polícia Federal encontrar no escritório do doleiro oito comprovantes de depósitos destinados a ele

iG Minas Gerais | Folhapress |

Collor se defende e reafirma que não manteve relação com Youssef
Collor se defende e reafirma que não manteve relação com Youssef

O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) reafirmou, na manhã deste sábado (7), que não manteve nenhum tipo de relação com o doleiro Alberto Youssef. Em publicação em sua página oficial no Facebook, ele afirma que "está limpo" e reage com "veemência" à inclusão de seu nome na lista de deputados e senadores alvo de inquérito baseado na Operação Lava Jato.

Collor retoma discurso realizado em maio do ano passado, no qual se defende após investigação da Polícia Federal encontrar no escritório do doleiro, em São Paulo, oito comprovantes de depósitos destinados a ele, e que somavam R$ 50 mil.

"Não mantive qualquer tipo de relação pessoal, política ou empresarial com o tal do doleiro contraventor. Da mesma forma que ficou provada a minha inocência, em dois julgamentos realizados pela mais alta Corte de Justiça do País, o STF, em função do turbilhão de denúncias falsas que levaram à cassação política de meu mandato presidencial, estou novamente pronto para enfrentar e provar que nada tenho a ver com esse esquema criminoso".

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Proprina

Em fevereiro, Youssef afirmou a procuradores que investigam o esquema de corrupção na Petrobras que Collor recebeu propina de R$ 3 milhões resultante de negócio da BR Distribuidora, subsidiária da estatal.

Segundo o doleiro, a operação com a BR Distribuidora foi intermediada por um emissário de Collor e do PTB, o empresário e consultor do setor de energia Pedro Paulo Leoni Ramos. Nessa ocasião, segundo Youssef, Ramos trabalhou como um operador do esquema, intermediando suborno.

De acordo com Youssef, a propina resultou de um contrato no valor de R$ 300 milhões assinado em 2012 entre uma rede de postos de combustíveis de São Paulo e a BR Distribuidora.

Na ocasião, o senador negou que tenha recebido propina.

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