Bendita criação

iG Minas Gerais |

Patricia Motta/Divulgação
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Doce, delicada, talentosa, guerreira, mulher de fé. Esses e outros predicados da estilista mineira Patricia Motta se refletem em sua grife homônima. As coleções, sempre inspiradas pela natureza, têm como base o couro, matéria-prima difícil de trabalhar, mas que em suas mãos viram “joias”. Conversamos com Patricia antes de ela embarcar para Paris, onde participa do salão Tranoï, até o dia 9. Patricia, um breve histórico: quando e como você começou na moda?

Comecei informalmente, com um ateliê em casa, ainda muito nova. Seu gosto pela profissão veio “no sangue” ou foi “injetado”, influência de alguém?

Meu gosto pela profissão veio do sangue, uma herança da família Motta com a influência do meu tio-avô Jacinto Motta. Sua marca é referência em roupas de couro. Por que elegeu essa matéria-prima?

Escolhi o couro porque acredito ser uma matéria-prima muito especial, um lifestyle. Ele está presente na culinária, na decoração, nos transportes como barcos, aviões e carros. A primeira roupa criada no mundo foi em pele de carneiro. Isso me toca profundamente, e é um prazer inovar o couro a cada coleção. Fazer moda no Brasil ainda é bem rentável? Precisa ter muita paixão, né?

Depende, tem uma linha que é muito rentável, em que o foco é somente o resultado financeiro, e outra linha em que existe paixão, arte e acredita-se que a moda educa, pois influencia pessoas. Depois do boom do Grupo Mineiro de Moda, há mais de 20 anos, nosso Estado ainda é um nome forte além das montanhas?

Sim, os estilistas mineiros carregam um DNA de originalidade, qualidade e amor pelo que fazem. Malas prontas para mais uma feira em Paris. O que está levando para expor no Tranoï? Como suas criações estão sendo recebidas lá fora?

Levo nossa coleção UNIDADE, que traz no nome uma mensagem que faz toda diferença e, graças a Deus, nossas peças estão sendo muito bem recebidas. Em tempo de globalização, muito se critica a cópia na moda. Está difícil ser original?

Não, pois o importante não é ver o que as pessoas estão fazendo, e sim fazer o melhor de você mesmo. O que as feiras nacionais, como o Minas Trend, somam para a nossa indústria de confecção?

O Minas Trend foi um evento no qual acreditei desde o início, e hoje ele representa mais de 50% das vendas da maioria das marcas que participam. Quem é um exímio modelo de estilista para você?

Valentino, com suas modelagens impecáveis. Pessoalmente, como definiria seu estilo?

É uma moda atemporal. Um mix da modernidade com o clássico, que se reflete em minhas coleções. Quem veste Patricia Motta?

Mulheres que valorizam qualidade, eternidade e feminilidade. Manter aceso o nome de uma grife exige o mesmo esforço de sua criação?

Sim, exige. Ambas as partes precisam de dedicação e carinho.

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