Algumas espécies devem ser limitadas

Há muito tempo as autoridades de saúde se preocupam em equilibrar os alertas sobre o mercúrio com os benefícios de comer peixe

iG Minas Gerais | Tara Parker Pope |

Nova York. Em um estudo da Universidade de Harvard com 135 mães e bebês, pesquisadores rastrearam o consumo de peixe durante a gravidez e examinaram o cabelo das mães para medir sua exposição ao mercúrio.  

Eles descobriram que para cada porção semanal de peixe que a mãe comia durante a gravidez, a pontuação do filho em testes de memória de reconhecimento visual aumentava em média quatro pontos. Ao mesmo tempo, a nota do bebê caía 7,5 pontos para cada aumento de uma parte por milhão no mercúrio encontrado na amostra de cabelo da mãe.

Os bebês que tiveram as maiores notas eram de mães que consumiram duas ou mais porções de peixe por semana durante a gravidez, mas que apresentavam níveis de mercúrio muito baixos.

Há muito tempo as autoridades de saúde se preocupam em equilibrar os alertas sobre o mercúrio com os benefícios de comer peixe. Menos de um a cada cinco norte-americanos come as duas porções semanais recomendadas. Perto de um a cada três come uma porção semanal, e quase um em dois come pouquíssimo ou nenhum tipo de peixe.

No ano passado, a revista “Consumer Reports” publicou um relatório longo sobre peixe e exposição ao mercúrio, destacando as preocupações especiais sobre atum enlatado por causa de sua popularidade.

Em sua conclusão, a revista recomendou camarão, vieira, sardinha, salmão, ostra, lula e tilápia como os frutos do mar com menor índice de mercúrio. E sugeriu limitar o consumo de garoupa, merluza-negra, anchova, halibute, peixe-carvão-do-pacífico, sororoca e atum fresco. 

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