Três décadas de Biquíni

iG Minas Gerais | Jessica Almeida |

Para Bruno Gouveia, BH é “cidade santa para começar turnê”
Patrícia Patah/Divulgação
Para Bruno Gouveia, BH é “cidade santa para começar turnê”

O Biquíni Cavadão tem ligação íntima com Belo Horizonte. Foi aqui um dos primeiros shows que eles fizeram fora do eixo Rio-São Paulo, ainda em 1985, quando começavam a despontar. E não foi qualquer show. “Estávamos no meio de ‘Tédio’ quando houve um curto e a energia elétrica caiu, ficou tudo escuro”, lembra o vocalista Bruno Gouveia. 

“Então, alguém na plateia disse: ‘uai, por que parou?’. Imediatamente eu chamei o baterista pra me acompanhar e voltei a cantar o mais alto que pude. O público acompanhou e vivemos um momento catártico, todo mundo cantando junto, algo entre cinco e dez minutos, até que a luz voltasse. Isso ficou marcado na nossa história porque parecia que ia dar tudo errado e acabou sendo um dos melhores shows da nossa carreira”, conta.   De lá pra cá, a relação com a cidade só se estreitou. O lançamento de vários CDs da banda foi feito aqui e, segundo Bruno, é o grupo que mais se apresentou no extinto festival “Pop Rock Brasil”, empatados com o Skank.    É por esse e outros motivos que a capital mineira foi escolhida para receber o primeiro show da turnê “Me Leve Sem Destino”, que comemora os 30 anos do Biquíni Cavadão, no próximo sábado (14), no Chevrolet Hall. “Conheci minha atual esposa (a belo-horizontina Izabella Brant, vocalista do grupo de forró Menina do Céu) aí, onde também temos grandes amigos, pessoas que conhecem profundamente nosso trabalho”, afirma.    O repertório do show terá como base o DVD homônimo, lançado no ano passado e composto por 30 canções, entre sucessos e regravações como “Vento Ventania”, “Timidez” e “Sobradinho”, além de quatro inéditas. “Vamos decidir antes de entrar no palco, tudo vai funcionar conforme a emoção do público”, explica Gouveia.    Nessas três décadas, o Biquíni Cavadão conseguiu traçar um caminho sólido e não ficar preso ao passado. Sinal disso é que, em 2013, concorreram ao prêmio Grammy Latino, com a música “Roda-Gigante”, do álbum homônimo. Por outro lado, mantêm o vigor do início da carreira. “A banda está fazendo 30 anos mas os jovens de 18 que a começaram ainda estão dentro da gente. O melhor show das nossas vidas sempre vai ser o próximo”, declara Gouveia.   Para bebês Paralelo ao trabalho com o Biquíni, Gouveia coordena o projeto “Rock Your Babies”, que traz canções do rock brasileiro em versão instrumental, para bebês. Já foram lançados volumes com músicas do próprio grupo, Legião Urbana, Jota Quest e Paralamas do Sucesso, além de outros três, com canções alternadas de bandas de diferentes gerações. Ainda neste semestre, devem sair coletâneas de Skank, Engenheiros do Havaí, Barão Vermelho e Titãs e Rita Lee.   Após a trágica perda do filho Gabriel, 2, em 2011, o vocalista comemora o que chama de seu “renascimento”, com a chegada da filha Letícia, em agosto do ano passado. Em meio ao trabalho e a atenção à família – sua maior diversão –, ele prepara uma biografia. “Estou escrevendo há um bom tempo e pretendo lançá-la até o fim do ano”, conta.   Biquíni Cavadão Chevrolet Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, <CW-10>230, São Pedro, 4003-5588). Dia 14 (sábado), às 22h. A partir de R$ 80 (inteira). 

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