Morre Albert Maysles, o 'decano dos documentários'

Maysles morreu na quinta-feira (5) à noite de câncer do pâncreas

iG Minas Gerais | AFP |

(FILES) US President Barack Obama presents the National Medal of Arts to documentary filmmaker Albert Maysles during a ceremony at the White House in this July 28, 2014, file photo in Washington, DC. US media reported that Maysles died March 5, 2015 at his home in New York City. According to the reports Maysles death was confirmed by a family friend. The award-winning filmmaker was 88.     AFP PHOTO/Mandel NGAN/FILES
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(FILES) US President Barack Obama presents the National Medal of Arts to documentary filmmaker Albert Maysles during a ceremony at the White House in this July 28, 2014, file photo in Washington, DC. US media reported that Maysles died March 5, 2015 at his home in New York City. According to the reports Maysles death was confirmed by a family friend. The award-winning filmmaker was 88. AFP PHOTO/Mandel NGAN/FILES

O cineasta americano Albert Maysles, famoso pelo documentário "Gimme Shelter" sobre os Rolling Stones, faleceu em Nova York, aos 88 anos - informou a diretora-executiva do Maysles Institute, Erika Dilday, nesta sexta-feira.

Considerado o "decano dos documentários" por sua longa e brilhante trajetória, Maysles morreu na quinta-feira à noite, disse Erika à AFP, acrescentando que o cineasta sofria de câncer do pâncreas.

Maysles foi um dos maiores expoentes do "cinema verdade" no gênero de documentários. Em seu trabalho, não entrevistava as pessoas que eram objeto de filmagem e não seguia um roteiro, ou narração.

Entre seus marcos, está a viagem feita à então União Soviética, em 1955, para capturar a vida nos hospitais psiquiátricos. O resultado dessa aventura, "Psychiatry in Russia", foi o início de uma carreira, na qual brilhou junto com seu irmão, David, falecido em 1987.

Em 1970, Albert conquistou fama mundial, com o documentário "Gimme Shelter", sobre a banda britânica The Rolling Stones. O filme registra o trágico desfecho do show de Altamont (EUA), com quatro espectadores mortos em meio à caótica organização do evento.

Em uma entrevista à AFP em 2007, Albert disse que era "uma pena" que os diretores não estivessem filmando documentários com a ambição de "dizer a verdade" e baseados "em mais observação no lugar de controlar as coisas".

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