Jornalista paraguaio é assassinado na fronteira com o Brasil

Figueiredo confirmou que não conhecia inimigos do colega de profissão, tampouco que Servián Coronel tenha recebido ameaças de morte

iG Minas Gerais | AFP |

Um jornalista paraguaio foi assassinado a tiros na quinta-feira por matadores de aluguel. Ele estava em sua moto, em Ponta Porã (MS), no lado brasileiro da fronteira com o Paraguai e dividida por apenas uma avenida da cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, informou a polícia local.

"A vítima se chamava Gerardo Seferino Servián Coronel, tinha 45 anos, e foi alvo de nove disparos", indicou Enrique Isasi, delegado em Amambai.

Servián Coronel trabalhava como locutor na rádio Ciudad Nueva, já tendo passado por várias emissoras locais.

O assassinato ocorreu à tarde, no bairro Da Granja, a 200 metros da linha de fronteira da cidade paraguaia, a 550 km da capital Assunção.

"Já pedimos informes às autoridades brasileiras. Vamos agir da forma mais conjunta possível, já que o crime se deu a poucos metros da fronteira", disse Isasi a jornalistas.

Dois matadores, também a bordo de em moto, seguiram o jornalista quando ele saía da cidade brasileira em direção à paraguaia, efetuando disparos à queima-roupa. "O locutor morreu imediatamente", contou à AFP Cándido Figueredo, correspondente do jornal "ABC de Assunção" em Pedro Juan Caballero.

Figueiredo confirmou que não conhecia inimigos do colega de profissão, tampouco que Servián Coronel tenha recebido ameaças de morte.

No Paraguai, ocorreram dois assassinatos de jornalistas em 2014. O homicídio de Pablo Medina teve mais repercussão. Ele tabalhava como correspondente para o jornal "ABC", na cidade de Curuguaty, a 250 km da capital.

É provável que Servián Coronel tenha sido vítima de um crime encomendado em represália às matérias publicadas sobre supostas ações ilegais cometidas por políticos da região.

Prefeito em Ypejú, Wilmar Neneco Acosta, que pertence ao partido Colorado, foi indiciado pela promotoria como autor intelectual do crime. A polícia encontrou Acosta em um vilarejo fronteiriço com o Paraguai, que pediu sua extradição imediatamente.

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