Mulher é suspeita de forjar doença do filho para arrecadar dinheiro

Suspeita também teria fornecido um endereço falso para conseguir na Justiça que a Prefeitura de Itacambira custeasse outras despesas com a criança

iG Minas Gerais | Bruna Carmona |

A Polícia Civil vai investigar uma mulher que teria usado a doença do filho para aplicar um golpe, em Montes Claros, no Norte de Minas. K. C. C. M. é suspeita de usar as redes sociais para fazer uma campanha e arrecadar dinheiro para que seu filho realizasse uma cirurgia oftalmológica, que nunca sequer foi marcada.

O golpe foi descoberto por uma das vítimas, que desconfiou da história contada pela suspeita quando foi até a casa dela, fazer a entrega do dinheiro arrecadado com as doações, cerca de R$ 4.000. Na intenção de confirmar a veracidade das informações repassadas por K., a vítima ligou para a clínica em Belo Horizonte onde o procedimento cirúrgico seria realizado e foi informada que não havia nenhuma marcação recente em nome do filho da suspeita. Ainda segundo informações da clínica, a criança teve uma cirurgia marcada para abril de 2012, no entanto, a operação não foi realizada.

Diante das informações, a vítima procurou K. e começou a fazer uma série de perguntas. Pressionada, a suspeita teria confirmado que a cirurgia era uma farsa e que o dinheiro arrecadado seria usado para o pagamento de contas. A vítima, então, registrou um boletim de ocorrência na 4ª Delegacia de Montes Claros, por estelionato. Segundo a Polícia Civil, um segundo registro foi feito na 1ª Delegacia de Montes Claros. Ainda não há informações sobre o andamento da investigação.

Após ser descoberta, a suspeita apagou sua conta nas rede social onde realizou a campanha.

Mais fraudes

Além de aplicar o golpe nas redes sociais, K., que mora em Montes Claros, é suspeita de fornecer o endereço de um ex-namorado para conseguir, na Justiça, que a prefeitura de Itacambira, também no Norte de Minas, arcasse com uma série de despesas que ela tem com o filho.

De acordo com a secretária de finanças do município, Taline Luana Ramalho Ferreira, os gastos com a criança estão estimados em R$ 2.000 mensais e são relativos a tratamentos médicos, aluguel, medicação e transporte. “Desde abril do ano passado a prefeitura custeia tudo”, explicou a secretária.

Taline confirmou que o menino tem problemas de saúde e precisa do tratamento, no entanto, segundo ela, já que K. vive em outro município, a responsabilidade pelo pagamento das despesas não seria da prefeitura da Itacambira. Ela não soube informar qual é o problema que ele tem nem a idade do garoto.

“Diante dos fatos, nós coletamos todas as informações e vamos comunicar ao juiz o fato ocorrido”, disse a secretária de finanças. Segundo ela, a prefeitura deve entrar com recurso na semana que vem.

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