Unasul rejeita tentativa de desestabilização democrática na Venezuela

A missão diplomática da Unasul chegou nesta sexta-feira à Venezuela para mediar a crise política entre governo e oposição, fruto da delicada situação econômica no país

iG Minas Gerais | AFP |

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Os países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) rejeitaram nesta sexta-feira, em Caracas, "qualquer tentativa de desestabilização democrática" na Venezuela, em referência às denúncias do presidente Nicolás Maduro sobre uma suposta conspiração contra seu governo.

"Todos os Estados da Unasul sem exceção (...) rejeitam e rejeitarão qualquer tentativa de desestabilização democrática de ordem externa que se apresente na Venezuela", declarou o secretário do bloco, o colombiano Ernesto Samper, acompanhado dos ministros das Relações Exteriores do Brasil, da Colômbia e do Equador.

A missão diplomática da Unasul chegou nesta sexta-feira à Venezuela para mediar a crise política entre governo e oposição, fruto da delicada situação econômica no país.

Ambas as partes estabeleceram um diálogo após vários meses de protestos contra o governo, que deixaram 43 mortos e centenas de feridos em 2014. As conversas foram suspensas em maio.

Em meio à recessão econômica, inflação alta e escassez de produtos básicos, Maduro lançou uma ofensiva contra a oposição, denunciando sua participação em um complô para derrubá-lo. O endurecimento de Maduro levou à detenção do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, há duas semanas.

A Unasul disse ainda que é "fundamental" a realização das eleições legislativas previstas para o final de 2015. Há alguns dias, o líder da oposição Henrique Capriles alertou que o governo Maduro é capaz de suspender o pleito eleitoral, diante de sua queda de popularidade nas pesquisas.

Samper e os três chanceleres vão se reunir com Capriles e outros dirigentes da oposição, assim como com as autoridades eleitorais venezuelanas, do Tribunal Supremo e da Procuradoria Geral.

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