Delator dirá que Belo Monte envolveu propina de R$ 100 milhões

Informação foi fundamental para procuradores aceitarem fechar acordo com diretor-presidente da Camargo Corrêa; propina teria sido dividida entre PT e PMDB

iG Minas Gerais | Da redação |

O diretor-presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, vai informar que a empresa pagou pouco mais de R$ 100 milhões em propina para obter contratos de obras na usina de Belo Monte. A informação foi divulgada na tarde desta sexta-feira (6) pelo site do jornal "O Globo".

Segundo a reportagem, o valor foi dividido entre PT e PMDB, com cada um dos partidos abocanhando 1% do valor dos contratos.

A informação foi fundamental para fechar a delação premiada de Avancini, segundo fontes ouvidas pelo jornal do Rio de Janeiro. O executivo contou detalhes do esquema que funcionava em Belo Monte, e, só a partir daí, os procuradores aceitaram fazer acordo com o empresário.

No início da semana, surgiu a informação de que Avancini revelaria o esquema de pagamento de propina na construção da usina no Pará. A obra tem custo estimado de R$ 19 bilhões.

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