Questão de tempo

iG Minas Gerais |

O Cruzeiro não venceu o Huracán, da Argentina, na quarta-feira, no Mineirão, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores, mas a reação da torcida após o apito final deixa claro o sentimento do torcedor pelo que se viu em campo. Um time ainda desajustado, mas com grande potencial de crescimento. Pela qualidade dos jogadores, ficou a impressão de que o tempo, os treinamentos e a sequência de jogos vão tornar o time do técnico Marcelo Oliveira forte, mais uma vez. O Cruzeiro criou boas chances de gol, deu azar em alguns lances, mas ficou clara a falta de um organizador das jogadas ofensivas. Para alguns, faltou a qualidade de um 10. Acho que esse papel poderá ser desempenhado pelo uruguaio De Arrascaeta. Com as devidas adaptações, ele poderá jogar entre as duas intermediárias, mas com liberdade para fazer o que Everton Ribeiro e Ricardo Goulart faziam, com muita efetividade: entrar na área para finalizar. Questão de ajuste. Willians e Marquinhos estão se entendendo muito bem, Mayke voltou mais atento, só precisa cruzar melhor e o problema vai ficar na outra lateral. Se Mena não mostrar um futebol mais eficiente, perde a posição para o jovem Pará. Marcelo Oliveira está com a faca e o queijo nas mãos, é só escolher o melhor pedaço.

Pressão. Escolha é o que Levir Culpi não tem. O material humano é limitado e, mais uma vez, terá que transformar um limão em uma boa limonada. Está correndo sério risco de ser eliminado ainda na fase de grupos da Libertadores. O time terá uma missão quase impossível, talvez com a mesma dificuldade da Copa do Brasil de 2014. Como o próprio treinador gosta de dizer: “não duvide do Galo”.

Belo Horizonte. O América está ensaiando um grande salto para se transformar em um time confiável em 2015. Givanildo Oliveira está usando de todo seu conhecimento para transformar o grupo em um conjunto bem afinado. Os resultados, até aqui, mostram que ele está no caminho certo, só não pode deixar o time ficar na dependência de um único maestro.

Novos tempos. A Federação Mineira de Futebol (FMF) está completando 100 anos e toda essa história será contada em um belo livro que ficará para a posteridade. Assim como os clubes estão tentando se reinventar, a FMF também poderia trabalhar nesse sentido. Seria bom ver uma entidade mais atuante e com boas ideias. Espaço para isso há.

Na mesma. Uma pena que Cruzeiro e Atlético não pensaram em nada para motivar e até mesmo inovar para a disputa do clássico desse domingo, Dia Internacional da Mulher. Preferiram ficar na picuinha dos ingressos. Perderam uma ótima oportunidade de fazer algo novo e diferente, e ganhar mídia espontânea em todo o mundo. Ainda vivem num mundinho restrito.

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