PSD manobra e pastor não pode disputar

Deputado evangélico vai para a suplência e bancada reage

iG Minas Gerais |

Deputado Sóstenes Cavalcante conta com os evangélicos
Reprodução / Facebook
Deputado Sóstenes Cavalcante conta com os evangélicos

Brasília. Numa tentativa de evitar uma candidatura alternativa para o comando da Comissão de Direitos Humanos na Câmara, o PSD anunciou nesta quinta a troca da indicação do deputado Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ), que postulava a presidência do colegiado. O PSD decidiu tirar o deputado da titularidade da comissão e o transferir para a suplência, o que o impede de disputar a chefia da comissão.

Aliado do pastor Silas Malafaia e pastor da Assembleia de Deus, Sóstenes teve sua candidatura articulada pela bancada evangélica e para tentar derrotar o PT. Pelo acordo de líderes que dividiu o comando das comissões da Casa entre os partidos, caberia a um petista a de Direitos Humanos. A legenda indicou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) para o posto.

Para não configurar a quebra de acordo, o PSD sugeriu que Sóstenes seja indicado como relator do polêmico Estatuto da Família, projeto que define família apenas como união entre homem e mulher e que, na prática, pode proibir a adoção de crianças por casais gays.

Integrantes da bancada dos religiosos, no entanto, ainda articulam alternativas para tentar dar fôlego à candidatura de Sóstenes. O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) telefonou para o pastor e disse que estaria disposto a ceder sua vaga de titular para o colega.

Antes da decisão do PSD, Cavalcante disse que queria ser presidente da CDH com uma postura diferente de Marco Feliciano. Quero ser árbitro dos dois extremos qu existem na comissão e trazer para o diálogo”.

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