New Holland investe em fábrica e lança máquinas

Marca tem mais de 1.000 funcionários em Contagem e iniciou na cidade a produção de três novos equipamentos; o total do investimento ultrapassa US$ 35 milhões

iG Minas Gerais |

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O diretor comercial da Bamaq, Max Rodrigues, e o vice-presidente da New Holland Construction para a América Latina, Nicola D’Arpino
@Ronaldo Guimaraes
Parceiros. O diretor comercial da Bamaq, Max Rodrigues, e o vice-presidente da New Holland Construction para a América Latina, Nicola D’Arpino

“Enquanto grande parte das empresas põe o pé no freio, a New Holland acelera e continua acreditando no Brasil”. A frase de confiança foi parte de um breve discurso do diretor comercial da mineira Bamaq – concessionária New Holland há 40 anos – Max Rodrigues, durante o lançamento de um trator de esteiras e duas escavadeiras hidráulicas da marca na sede do Sicepot-MG. Os equipamentos estão sendo produzidos na fábrica da New Holland Construction – marca de máquinas para construção e infraestrutura da CNH Industrial – em Contagem.

Com essas máquinas de construção pesada – um trator de esteiras D180C e duas escavadeiras hidráulicas E215C e E245C – o portfólio passa a ser de 52 produtos fabricados na planta mineira, a única da marca no país. “Na escavadeira investimos US$ 30 milhões e, no trator, US$ 7 milhões”, contou o gerente de produto da New Holland Construction, Marcos Rocha.

Esse investimento, de acordo com Rocha, foi para aumentar a linha de produção, logística, dispositivos para fabricação interna e em construção, sem aumento da área da fábrica. O volume de funcionários na parte técnica também cresceu em cerca de 15%.

A fábrica em Contagem tem 1.200 funcionários e capacidade produtiva de 8.500 unidades/ano. “A produção desses três novos produtos já tem um ano de trabalho. Mas, há uns dois meses começamos a produção”, informou Rocha.

Diferenciais

Nas novas máquinas da New Holland Construction, a escavadeira de rodas é considerada pela empresa como um equipamento inovador no Brasil. “O interesse do mercado é alto, principalmente no trator que é o único produzido nacionalmente com transmissão hidrostática nesse porte”, explicou Rocha. Essa transmissão, segundo ele, é aquela que faz o movimento por meio de um fluxo hidráulico. Com isso, há a redução na manutenção, gasto com peças metálicas e há uma tração maior no equipamento.

Para o diretor da Bamaq, Max Rodrigues, todos têm a percepção de que o mercado vai ser menor que o do ano passado. “Se o PIB vai ser negativo, obviamente, há um efeito dominó na economia”, explica. E o primeiro trimestre é mais complicado. “Março vai ser um mês importante para a gente enxergar a intensidade da luz (no fim do túnel)”. Assim, a Bamaq prevê vender cerca de 720 máquinas, uma queda média de 15%.

Animado, o vice-presidente da New Holland Construction para a América Latina, Nicola D’Arpino, contou que os planejamentos são feitos com cinco a dez anos e que tudo é cíclico. “No Brasil, em 2005, havia um mercado de 5.000 máquinas, e ninguém imaginaria que chegaríamos a um mercado de 25 mil máquinas”, comparou.

Para D’Arpino, a necessidade de infraestrutura é a de um país que evolui independentemente das situações. Hoje, a New Holland tem entre 14% a 17% de market share (participação) no mercado brasileiro, ocupando o 3º lugar. “Em todo lançamento fazemos uma análise com o objetivo de ter uma participação maior de mercado”, concluiu.

 

MINIENTREVISTA Gino Cucchiari Diretor comercial da New Holland Construction   O que esperar da economia neste ano?  Nessas épocas, o grande problema é a volatilidade do nosso produto. No mundo, tivemos a primeira grande crise do petróleo, depois, veio outra crise do petróleo, introdução do euro que foi penosa no negócio, e, em 2009, a crise dos bancos, então, cada vez tem uma queda de mercado acentuada. O difícil para nós é tentar estimar o tamanho da queda. O senhor acredita que essa crise atual no país é maior que as outras? Não, acho que essa é menor. E digo mais: estamos tendo uma certa inversão no cenário mundial. Os outros mercados que na crise caíram muito estão subindo agora e os famosos Brics – Índia, China, Rússia e América Latina – tiveram queda no ano passado.    Qual é a previsão de baixa na produção do setor de máquinas? Quando se tem uma situação com desvalorização cambial, tenta-se aumentar as exportações e adequar os estoques da rede. No mercado, a previsão é de uma queda de 5% na parte de equipamentos leves e de 10% a 15% na área de máquinas pesadas neste ano. Sempre que chega uma crise estamos investindo mais. E por quê isso acontece? Temos que cuidar dos nossos clientes, do nossos acionistas e dos concessionários. Então, não temos muito choque quando chegam essas crises.   

História no Brasil

No Brasil: a fábrica da New Holland Construction foi inaugurada em Contagem (MG), em 1970.

  Presença: mas a marca New Holland Construction é resultado de fusões e aquisições desde 1950, por isso comemoram-se 65 anos de Brasil em 2015.    Aposta: Em 1950, o Grupo Fiat trouxe seus primeiros representantes e máquinas. A empresa Moto Agrícola Indústria e Comércio distribuía tratores Fiat.    Grandes números 115 concessionários na América Latina vendem os produtos feitos em Contagem   52 produtos compõem a linha da New Holland Construction   US$ 37 milhões foram investidos na planta de Contagem

 

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