Muito dinheiro e pouca qualidade

Investimento de R$ 313,9 milhões na saúde não reflete em qualidade do atendimento

iG Minas Gerais | Lisley Alvarenga |

Por falta de vagas, pacientes ficam jogados nos corredores
servidores da saúde de betim
Por falta de vagas, pacientes ficam jogados nos corredores

Outro ponto que chamou a atenção no relatório de gestão do Executivo refere-se à saúde. Apesar de ela ter sido a área que mais recebeu repasses do governo municipal – segundo a prefeitura, de setembro a dezembro de 2014, foram gastos R$ 313,9 milhões com o setor –, a realidade vivenciada pela população é bem diferente.

Unidades de Atendimento Imediato (UAIs) sucateadas e precárias; desvalorização dos profissionais, com o corte de benefícios e gratificações; redução do número de plantonistas; corte do número de médicos no Hospital Orestes Diniz; falta de medicamentos e de equipamentos essenciais para o atendimento; e falta de segurança de trabalho nas unidades são apenas alguns dos problemas apontados por funcionários e pacientes.

“A situação só piora nas unidades de saúde a cada dia.Nós, profissionais da saúde, trabalhamos desmotivados. Falta tudo, inclusive o básico para a execução do nosso trabalho”, disse um médico da UAI Guanabara, que pediu para não ser identificado por medo de represálias.

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