Nepomuceno explica opção por número menor de ingressos para o clássico

Nepomuceno ainda ressaltou que clube deve ter acesso a mais 1.600 bilhetes para o jogo

iG Minas Gerais | DIEGO COSTA |

Esportes - Do dia - Contagem MG
Visita a redacao do presidente do time de futebol Clube Atletico Mineiro Galo Daniel Nepomuceno

FOTO: MARIELA GUIMARAES / O TEMPO 2.2.15
MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Esportes - Do dia - Contagem MG Visita a redacao do presidente do time de futebol Clube Atletico Mineiro Galo Daniel Nepomuceno FOTO: MARIELA GUIMARAES / O TEMPO 2.2.15

O imbróglio em torno dos ingressos do jogo entre Atlético e Cruzeiro, visto na final da Copa do Brasil do ano passado, está de volta. Nem mesmo a partida válida pela primeira fase do Campeonato Mineiro deixou de apresentar polêmicas sobre os bilhetes.

Nesta quinta, o presidente Daniel Nepomuceno explicou a opção de pegar apenas 1.050 dos 6.043 ingressos cedidos pela Raposa para o jogo deste domingo, no Mineirão. A parcela foi definida na reunião dessa quarta, na sede da Federação Mineira de Futebol.

"Eu, como presidente, não vou arrancar um centavo do clube e ter prejuízo. Não vou pegar. Não concordo com isso", afirma Daniel.

Ele comentou a situação de o Atlético ter de pagar, de forma antecipada, R$ 500 mil ao Cruzeiro para ter direito aos 10% da carga total dos ingressos para o jogo no Gigante da Pampulha.

"Queria esclarecer e colocar uma posição clara. Quando o Cruzeiro é o mandante, o Atlético tem que pagar imediatamente o valor imposto. Ocorreram um fatos que não geraram muitas polêmicas por se tratar de um jogo de primeira fase do Campeonato Mineiro. A diretoria colocou que ia aceitar os três setores. Quando o Cruzeiro negou isso e cedeu apenas o mais caro, pedimos, proporcionalmente em cada setor, para não pensar que pegaríamos apenas os mais baratos. Mas pegaram o mais caro, o roxo", destaca o presidente.

De acordo com Daniel, o Atlético optou por não pagar o valor, temendo uma venda abaixo do esperado. A decisão deixou a torcida indignada. 

"Não concordo com essa crítica de prejuízo, de falta de conduta. Não acredito que eles (o Cruzeiro) venderão com tranquilidade. Estamos com o mesmo número de ingressos vendidos na Copa do Brasil. Era mais caro, mais com um apelo maior. Estamos falando da primeira fase do Mineiro", pontua.

Diante da situação, o dirigente afirmou que o torcedor alvinegro pode ter acesso a mais 1.600 bilhetes para a partida do Estadual.

"Devido ao tamanho da polêmica, entrei em contato com o Gilvan e com a Minas Arena. Temos um lote de 800 ingressos a mais, e ela (Minas Arena) é que vai negociar. E um segundo lote do Cruzeiro, que vamos esperar os 1.050 que estão sendo vendidos para poder comercializar. São cerca de 800 bilhetes, quase mil", completa o dirigente. 

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