FBI quer mais vigilância contra recrutamento on-line do EI

Os Estados Unidos e outros governos ocidentais anunciaram sua determinação de criar controles para detectar de forma mais eficiente as atividades de recrutamento e disseminação do EI

iG Minas Gerais | AFP |

As polícias locais dos Estados Unidos devem aumentar sua vigilância sobre os esforços de cooptação do grupo Estado Islâmico (EI), advertiu o FBI, nesta quinta-feira, após a detenção de um rapaz suspeito de recrutar jovens para as fileiras jihadistas.

O FBI (Polícia Federal americana) e o Departamento de Segurança Interna publicaram um boletim, no qual expõem sua preocupação com esse fenômeno. Pedem também a colaboração da comunidade para informar sobre jovens que possam ser alvo da tentativa de recrutamento.

"Continuamos preocupados com os esforços de recrutamento feitos pelo Estado Islâmico, em particular, pelas redes sociais, e pedimos ao público que continue vigilante e relate qualquer atividade suspeita às autoridades", disse à AFP um funcionário do Departamento de Segurança Interna, que pediu para não ser identificado.

Na semana passada, um estudante de 17 anos foi preso na Virgínia (leste), depois de ajudar outro jovem, um pouco mais velho do que ele, a viajar para a Síria, informou o jornal "The Washington Post" em sua edição de quarta-feira.

Segundo o "Post", agentes do FBI revistaram a casa da família do rapaz, em Woodbridge, um subúrbio de Washington, na Virgínia. O suspeito foi levado algemado. O jovem detido teria usado contatos feitos pela Internet com membros do EI.

Em 2014, o Estado Islâmico anunciou a criação de um califado e passou a controlar amplas faixas de território no Iraque e na Síria.

Os Estados Unidos e outros governos ocidentais anunciaram sua determinação de criar controles para detectar de forma mais eficiente as atividades de recrutamento e disseminação do EI na Internet, em especial, nas redes sociais.

Os governos já pediram ao Twitter para acelerar a retirada de contas suspeitas de serem usadas por movimentos extremistas.

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