Alckmin diz ter 'absoluta confiança' em Aécio, ao falar de Lava-Jato

Alckmin afirmou ainda que a recomendação da PGR agora está no STF e que cabe à corte analisar o caso

iG Minas Gerais | Folhapress |

Para Alckmin, redução da pressão da água é medida de
Para Alckmin, redução da pressão da água é medida de "razoabilidade"

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (5) ter "absoluta confiança" no senador Aécio Neves (PSDB-MG).

A declaração foi dada após ele ser perguntado sobre a recomendação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que não abra investigações contra o tucano e a presidente Dilma Rousseff (PT).

"Tenho absoluta confiança no caso do Aécio [Neves], que foi um grande governador de Minas e é um grande senador", disse Alckmin, em referência às investigações sobre corrupção na Petrobras. A afirmação foi dada após ele participar de um evento empresarial em Jaguariúna (a 123 km de São Paulo). Ele não falou sobre a presidente Dilma Rousseff.

Alckmin afirmou ainda que a recomendação da PGR agora está no STF e que cabe à corte analisar o caso. "O que a sociedade deseja? Transparência, a luz do sol, que é o melhor desinfetante, e punição, porque o que estimula o crime é a impunidade, achar que não vai dar em nada", disse.

Dilma e Aécio foram citados em depoimentos dos delatores da Operação Lava Jato, que investiga um vasto esquema de corrupção na Petrobras.

Ainda não está claro o contexto das menções feitas à presidente e ao senador nos depoimentos, porque os documentos enviados por Janot ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava Jato no STF, são sigilosos.

Sobre Aécio, em um de seus depoimentos, o doleiro Alberto Youssef afirmou ter ouvido dizer que o senador tinha influência sobre negócios em uma diretoria da estatal Furnas, no fim do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), segundo o advogado do delator.

Já sobre Dilma, no ano passado, a revista "Veja" revelou que Youssef disse em um de seus depoimentos que Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu antecessor e padrinho político, sabiam do esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave