Inflação sobe em Belo Horizonte e só em 2015 já está em 2,82%

A maior alta foi dos alimentos in natura (4,92), seguido do item transporte, comunicação, energia elétrica, combustíveis, água e IPTU (2,34)

iG Minas Gerais | LUDMILA PIZARRO |

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No mês de fevereiro deste ano, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Belo Horizonte subiu 0,57%, em relação a janeiro, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead/UFMG).

No acumulado de 12 meses, a inflação na cidade chega a 7,89% e, em 2015, os preços já subiram 2,82%, segundo o Ipead. Entre os itens agregados que compõem o IPCA, destacam-se as altas de 4,92% dos preços no item alimentos in natura, de 2,34% para transporte, comunicação, energia elétrica, combustíveis, água e IPTU e de 1,55% em alimentos industrializados. A inflação para famílias com renda entre um e cinco salários mínimos, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Restrito (IPCR), ficou 0,19% acima do IPCA, chegando a 0,76% em fevereiro.

O custo da cesta básica apresentou uma variação positiva de 2,78%, entre janeiro e fevereiro de 2015 e já representa 43,82% do salário mínimo. Entre os produtos que mais subiram de preço em um mês estão o tomate santa cruz (27,45%), o feijão carioquinha (14,51%), o óleo de soja (3,08%) e o café moído (2,29%).

Com esse quadro, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) no período apresentou baixa de 2,88% em relação a janeiro, chegando a 40,55 pontos. É o 26º mês consecutivo que o índice está abaixo da linha que separa o pessimismo e o otimismo dos consumidores, que é o índice 50. O ICC é composto por dois grupos, o Índice de Expectativa Econômica (IEE) e o Índice de Expectativa Financeira (IEF).

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