Federação italiana anuncia "plano" para ajudar Parma a sair do buraco

FIGC planeja solicitar uma ajuda financeira da Liga Profissional (Lega Calcio)

iG Minas Gerais | AFP |

Clube não tem dinheiro sequer para pagar a conta de luz do seu estádio
Parma/Divulgação
Clube não tem dinheiro sequer para pagar a conta de luz do seu estádio

A Federação Italiana de futebol (FIGC) informou nesta quarta-feira ter um "plano" para ajudar o Parma a completar sua campanha na Série A, apesar de estar à beira da falência.

"Estabelecemos um plano, que já foi submetido a alguns clubes do campeonato, para que o Parma possa jogar no domingo", afirmou o presidente da entidade, Carlo Tavecchio, depois de uma reunião com o prefeito da cidade, Federico Pizzarotti.

A FIGC planeja solicitar uma ajuda financeira da Liga Profissional (Lega Calcio) para ajudar o clube.

Outra reunião está marcada para sexta-feira, na sede da Liga, em Milão, para avaliar a situação do Parma, que corre sério risco de não conseguir terminar o campeonato.

O clube já adiou seus dois últimos jogos, contra Udinese e Genoa, e a FIGC deixou claro que havia a possibilidade de fazer o mesmo para o duelo contra o Atalanta, marcado para o próximo domingo.

Já o prefeito Pizzarotti avaliou em "50%" as chances da partida ser realizada, apesar do clube não ter dinheiro sequer para pagar a conta de luz do seu estádio.

O Parma é um time centenário, que viveu o auge na década de 1990, quando, como o Palmeiras, era patrocinado pela gigante lácteo Parmalat.

Naquela década, o clube conquistou três copas europeias (Recopa-1993 e Copa da Uefa em 1995 e 1997), e terminou na segunda colocação do Campeonato Italiano em 1997, a apenas dois pontos da Juventus.

O clube já foi à falência uma vez com o colapso da Parmalat há cerca de 10 anos, num escândalo que levou o presidente do Parma na época, Calisto Tanzi, à prisão.

O atacante uruguaio Cristian Rodríguez, recém-contratado pelo Parma, denunciou em entrevista ao canal BeInSport "uma situação incrível".

"Meus companheiros de equipe não recebem salários há sete meses, é uma vergonha. É a mesma coisa com a comissão técnica, o cozinheiro e todos os demais funcionários do clube. Os jogadores têm chances de aguentar um tempo, mas é muito difícil para os outros funcionários. É muito feio", afirmou o jogador, que está emprestado ao Parma pelo Atlético de Madri.

A crise no clube italiano colocou o uruguaio na mira do Grêmio, que deseja contratá-lo, também por empréstimo.

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